Sábado, 18 de Setembro de 2021
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Homenagem ao homem e à obra de Camilo de Mendonça

Na Aula Magna da UTAD, encerrou no dia 23 de julho, o ciclo de conferências de homenagem pelos 100 anos do nascimento de Camilo de Mendonça, numa sessão que decorreu em simultâneo, via online, no IPB, em Bragança.

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Este ciclo de conferências, que vinha decorrendo desde o dia 7 de julho em diversos concelhos transmontanos, procurou enaltecer Camilo de Mendonça como “figura notável e incontornável” no painel das grandes personalidades transmontanas do século XX, tendo sido fundador do Complexo Agroindustrial do Cachão, no concelho de Mirandela, em meados dos anos 60, e impulsionador de inúmeras obras fundamentais para o desenvolvimento da região transmontana.

Na sessão da UTAD, entre as personalidades presentes, destacou-se o secretário de Estado do Ensino Superior, Sobrinho Teixeira, tal como no IPB, entre outros, a secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, com uma intervenção gravada em vídeo. Tanto Sobrinho Teixeira, como Valente de Oliveira, na sessão da UTAD, realçaram o “espírito visionário do homenageado que lançou em Trás-os-Montes as bases de um plano que esperava vir a ser o motor do desenvolvimento sustentado da região”.

Por sua vez, o reitor da UTAD, Emídio Gomes, realçou a necessidade de “continuar a honrar a memória de Camilo de Mendonça”, lembrando que “foi dos primeiros a tentar explicar ao país que um país que não olha para o seu território como um todo nunca será um país desenvolvido. É lamentável que hoje muitos ainda não percebem isto nos grandes centros urbanos onde muito se decide”.

Artur Cristóvão, professor catedrático da UTAD, apresentou a conferência “Trás-os-Montes: 100 anos em breve retrospetiva”, tendo como temática central o esforço de Camilo de Mendonça em transformar o “Nordeste” através de uma visão inovadora que ainda hoje é reconhecida como absolutamente atual. O lançamento do Complexo Agroindustrial do Cachão, nos anos 60, partiu de um diagnóstico da situação agrária da região, assente “numa perspetiva de valorização das produções tradicionais, bem como de introdução de novas culturas hortofrutícolas, através da integração vertical e do envolvimento do setor cooperativo”, reconheceu o orador. Tal projeto acrescentou Artur Cristóvão – “inseria-se numa lógica de desenvolvimento regional e de dinamização do interior, no sentido em que visava organizar o setor (com destaque para as cooperativas), criar infraestruturas (regadios, rede de polos agroindustriais e de armazéns, transportes e frio), acrescentar valor aos produtos através da transformação e comercialização em mercados internacionais, criar emprego e fixar população”.

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