A primeira fase estava prevista para quinta-feira, com a retirada de “16 utentes”, um dia depois de se saber que eram já 20 os casos positivos. A operação acabou por ser interrompida, quando uma equipa do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) assumiu os cuidados a prestar aos idosos do lar de Vila Real.
No dia seguinte, sexta-feira, Rui Santos, presidente da Câmara de Vila Real, anunciou que “dos 99 testes realizados até ao momento, 88 deram positivo”, entre os quais “68 utentes e 20 funcionários”. Entretanto, os 35 funcionários que estavam em casa desde que se soube do primeiro caso, foram chamados à instituição para realizarem testes de despiste. Os resultados ainda não são conhecidos.
Nesse mesmo dia, decorreu a retirada dos 53 utentes que ainda se encontravam no lar e que foram transferidos para o Hospital Trofa Saúde, em Vila Real. A operação, que teve início às 20h30 de sexta-feira, terminou às 5h00 de sábado.
Foram ainda transferidos 11 utentes para o hospital militar do Porto, quatro para o CHTMAD e quatro, com resultado negativo, para Vila Nova de Gaia.
Há, contudo, a lamentar uma vítima mortal. Uma das utentes do lar, com 71 anos, acabou por ser transferida do Hospital Trofa Saúde para o CHTMAD, após complicações no seu estado de saúde. Quanto aos restantes utentes e funcionários, e de acordo com aquilo que conseguimos apurar junto da autarquia, “não há informação de que tenha havido alteração no seu estado de saúde”.
No final da operação, o município agradeceu “a todos os que contribuíram para o desfecho desta situação”, nomeadamente Bombeiros, Exército, Proteção Civil, Cruz Vermelha, PSP, enfermeiras voluntárias e trabalhadores da autarquia, dirigindo também uma palavra para as trabalhadoras do lar, a quem foi proposto, na quinta-feira, que regressassem a casa, mas que, voluntariamente, optaram por permanecer, até ao fim, junto dos utentes.






