Ao ser inaugurado o novo posto territorial da GNR, uma obra ambicionada e projectada há muito tempo que se tornou realidade, num processo moroso com altos e baixos, finalmente desbloqueado pela persistência e teimosia do executivo municipal.
A GNR merecia ter instalações condignas, depois de estar desde há décadas em edifícios adaptados para o efeito, sem as condições que o cumprimento do dever exigem, são agora mais dignas e os meios de operacionalidade estão garantidos, com resultados positivos para os militares mas também para todos os que vivem e trabalham neste concelho.
À cerimónia assistiu um significativo número da população, autarcas locais e de concelhos vizinhos e perante a ameaça de chuva que não chegou a molestar, chegava o comandante geral Tenente General Manuel Silva Couto, seguido da secretária de Estado Isabel Oneto e por último a ministra da Administração Interna Constança Urbano de Sousa, recebidos respectivamente pela guarda de honra feita pelos efectivos daquela força de segurança e pelo presidente da Câmara Carlos Carvalho. Após o hastear da bandeira e o descerramento de uma lápide a assinalar o ato, o pároco local Pe. Manuel Gonçalves procedeu à bênção do edifício.
Seguidamente o Comandante-chefe que realçou a importância da autoridade na vida dos cidadãos, destacou o valor do concelho de Tabuaço que a partir de agora tem ao dispor infra-estruturas mais adequadas e a finalidade a que se destinam que é servir os seus habitantes. “Hoje é um dia feliz para o concelho de Tabuaço e suas gentes”.
Foi com esta frase que o presidente do Município Carlos Carvalho, iniciou o seu empolgante discurso onde falou de todo o historial de um processo que após alguns impasses finalmente viu a luz do dia.
Saudou as altas patentes militares e civis, que aqui se deslocaram para partilhar a alegria de todo um povo que durante toda a vida viu as forças de segurança do concelho, trabalhar em condições menos dignas, mas mesmo assim cumprindo com zelo e brilho as funções que lhe foram confiadas.
Com esta obra – garante Carlos Carvalho – será possível diminuir o fosso que existe entre as duas realidades distintas que o nosso país vive.
Realçando a sua satisfação pela visita destes membros do governo, o autarca, não esqueceu de nomear todos os que de forma mais ou menos directa ou indirecta tiveram na concretização da obra, como fossem os técnicos da autarquia e da GNR, a empresa adjudicatária e todo o processo burocrático a que estes trabalhos estão sujeitos e que foram ultrapassados graças ao ministério e comando –geral que demonstraram que a coesão e solidariedade territorial são possíveis em Portugal e ao ver hoje, após tantos anos de abandono este espaço recuperado, enche de satisfação todos os que amam e vivem nesta terra, e por isso é fundamental nestes momentos que se saiba reconhecer e agradecer a todos os que contribuíram para esta realidade hoje concretizada.
Pediu ainda à governante, para que fosse a portadora de uma mensagem em nome da população e da região, de que em terras de baixa densidade populacional ainda há gente que teima em resistir e subsistir agradecendo por terem vindo comungar deste momento. A ministra falou pouco, mas o suficiente para manifestar a alegria e a honra que sentia por presidir a esta cerimónia, reafirmando que esta obra só foi possível, porque a cooperação intensa entre ministério e município assim o permitiram e aquilo que era uma antiga escola primária, se transformou num Posto Territorial para as forças de segurança, muito importante e necessário para o atendimento e protecção das populações.
Precedido de um Porto de Honra fez-se uma demorada visita às instalações, havendo ainda tempo para saudar a recepção musical levada a cabo pelo Grupo de Cantares de Barcos, seguindo depois para o edifício da Câmara Municipal, onde assinou o Livro de Honra da autarquia.
Daqui, a comitiva deslocou-se ao quartel dos Bombeiros Voluntários, para numa visita “relâmpago” às novas instalações dos soldados da paz, recentemente inauguradas após obras de ampliação e requalificação.




