Cerca de dois meses se passaram desde o incêndio no lar “Bom Samaritano” em Mirandela as famílias das sete vítimas mortais ainda aguardam os resultados dos inquéritos abertos pelo Ministério Público (MP) e pelo Instituto de Segurança Social (ISS) para se apurar responsabilidades e proceder ao pagamento das indemnizações.
O MP e o ISS decidiram abrir um inquérito para investigar o incêndio e até à data, em resposta escrita ao JN, a Procuradoria-Geral da República apenas confirma que o inquérito “encontra-se em investigação”. As obras de requalificação do edifício já estão em curso, no entanto, não está previsto terminarem no ano de 2025, o que impossibilita a volta de mais de 80 utentes que tiveram de ser realojados em diferentes lares no concelho.
Em declarações à Rádio Terra Quente, Carlos Lima, filho de uma das sete vítimas, diz que “até à data, ninguém da Santa Casa nos disse nada. Não houve nenhuma conversa, não houve um telefonema, houve apenas uma mensagem a dizer que assumiam as despesas do funeral, mas isso era o mínimo que poderiam fazer”. Carlos Lima ainda confessa que “parece que estão a deixar que isto caia no esquecimento, que a gente não saiba o que se passou ali. É uma revolta muito grande”.
Cerca de 30 auxiliares, técnicos e os empregados de limpeza estão, a exercer funções nos restantes lares da instituição, temporariamente.






