O incêndio que deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo tinha, às 14:00 de hoje, uma frente ativa no concelho de Carrazeda de Ansiães. Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, referiu que o fogo alastrou para esta área no domingo e a situação está a ser monitorizada.
João Gonçalves expressou preocupação com a frente entre Vilarinho da Castanheira e Seixo de Ansiães, embora tenha garantido que não há pessoas ou bens em perigo. “Esta frente ativa tem já algumas interrupções e o combate parece estar a evoluir favoravelmente, mas tem uma extensão muito grande”, afirmou o autarca social-democrata do distrito de Bragança.
O incêndio consumiu cerca de três mil hectares de terreno até ao momento, e os prejuízos agrícolas ainda estão a ser avaliados. O presidente da Câmara destacou que os danos são significativos devido à vasta área afetada entre os concelhos de Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães.
“Os prejuízos agrícolas são muito avultados, porque estamos a falar numa área de terreno muito extensa que deve ultrapassar os três mil hectares”, indicou João Gonçalves. Ele também mencionou que as culturas afetadas incluem vinha, olival e sobreiros.
Após a avaliação dos danos agrícolas, será necessário reportar ao Governo e aos respetivos ministérios para tentar obter ajuda para os produtores locais. “Para além da proteção das pessoas, também está arder a sua fonte de rendimento que é base da economia local”, sublinhou o autarca.
O incêndio já dura há quatro dias e, pelas 14:00, estavam mobilizados no local 511 operacionais, apoiados por 151 viaturas e três meios aéreos. Entre os operacionais encontram-se bombeiros, elementos da GNR, do Instituto da Conservação da Natureza (ICNF) e das Florestas, assim como militares do Exército e da Força Aérea Portuguesa que operam máquinas de rasto.



