Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Iniciado o processo para valorizar capa de honras mirandesa

A Câmara de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, já iniciou o processo de ‘valorização’ da capa de honras mirandesa, uma peça ‘única’ do vestuário tradicional português e ainda em uso no nordeste transmontano.

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Em declarações à agência Lusa, o autarca de Miranda do Douro, Artur Nunes, referiu que é importante recuperar este património e associá-lo também às regiões espanholas de Aliste e Zamora.

Não se sabe ao certo quantas capas de honras mirandesa existem. Mas, sabe-se que ao longo do tempo foram feitos muitos exemplares, que transitaram de geração em geração, e que tem um valor familiar bastante importante.

O autarca revelou que, a 21 de março, em Miranda do Douro, irão ser convidados portugueses e espanhóis para desfilar com as capas de honras, “para se perceber o número de capas existentes e a sua antiguidade”.

A capa de honras mirandesa é uma peça de artesanato “sui generis” do planalto mirandês e é usada para proteger os “boleiros” (guardadores de vacas) e pastores de todas as intempéries nos meses mais frios de inverno.

Como é considerada uma das peças mais ilustres do planalto mirandês, a sua utilização é muito frequente em diversas cerimónias. É ainda uma peça com grande valor etnográfico e requer um trabalho minucioso por parte do artesão, devido sobretudo à sua grande complexidade. É feita em lã, fiada, urdida, tecida e pisoada (pardo-burel), sendo ainda parecida com a capa de Burel de Aliste, que é mais rica e mais solene.

À Lusa, o investigador António Rodrigues Mourinho, referiu que “sua origem remontará aos séculos nove ou 10, portanto medieval, tendo origem na ‘capa de chiba’, que traduzido do espanhol para português quer dizer ‘capa de cabra’”.

Outras da teorias defendem que a capa de honra mirandesa poderá ter surgido da capa pluvial de Arperjes, usada nos mosteiros das Terras de Leão, na vizinha Espanha.

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