Sábado, 16 de Outubro de 2021

Instituição precisa de recursos humanos para reabrir

O presidente do lar confirmou a existência de dificuldades em recrutar pessoas, principalmente na área da enfermagem

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O lar Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, foi evacuado há duas semanas, depois de terem sido confirmados 88 casos de covid-19.  53 utentes foram, na altura, transferidos para o Trofa Saúde Hospital de Vila Real, numa operação que mobilizou 50 operacionais e 25 viaturas entre bombeiros, PSP, Cruz Vermelha Portuguesa, Exército e Proteção Civil. Outros 19 residentes, entre os quais quatro não infetados, foram retirados e encaminhados para outras unidades hospitalares.

Depois da evacuação, o Exército procedeu à descontaminação do lar. Agora, para reabrir, há falta de recursos humanos.

Em declarações à Lusa, Eugénio Varejão, presidente do conselho de administração desta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), afirmou que “estamos a tentar recrutar recursos humanos para trabalhar. Neste momento aquilo que nos faz mais falta são os recursos humanos na área da enfermagem”.

Eugénio Varejão sublinhou que o regresso dos idosos à instituição está dependente dos recursos humanos. “Se for profissional de enfermagem ou estiver disposto a fazer voluntariado ou se está desempregado e tiver disposição para fazer um contrato com o lar de Nossa Senhora das Dores, nós estamos abertos a essa possibilidade”

O responsável apontou que a “maior parte dos 60 funcionários testou positivo para a covid-19” e desses, também a maior parte, apresentou “atestados médicos com alguma duração” e, portanto, a instituição “não pode contar com eles”, reforçando que “a maior dificuldade é a nível de enfermagem, porque a equipa está quase toda infetada e quase toda de baixa”.

Eugénio Varejão apontou que os “hospitais públicos contrataram nos últimos tempos muitos enfermeiros”, e, em consequência, o lar está “com dificuldade em arranjar pessoal”.

FUNCIONÁRIAS CHAMADAS PARA TRABALHAR

Nos últimos dias, através das redes sociais, foi-se sabendo que algumas funcionárias do lar, infetadas com covid-19, foram contactadas para regressarem ao serviço a fim de tratarem dos idosos, que acusaram, também, positico à covid-19.

O assunto gerou alguma revolta, com muitas pessoas a não perceberem esta atitude. Outras não quiseram acreditar, até porque o anúncio foi feito no dia 1 de abril, dia das mentiras. Mas depois surgiram comentários de funcionárias a confirmar tudo.

A direção do lar não nega que tenham sido chamadas e explica que “aquilo que nos foi pedido foi para contactarmos as nossas funcionárias que testaram positivo para averiguar se elas, voluntariamente, estavam dispostas a regressar ao trabalho”. Eugénio Varejão acrescentou que, para tal, “seria levantada a proibição de sair de casa”, já que estas colaboradoras se encontram em isolamento, e haveria “uma autorização para se descolarem entre a casa e o local de trabalho. Mas foi tudo voluntariamente e elas, voluntariamente, responderam que não estavam dispostas”.

A Segurança Social, por outro lado, nega que o contacto tenha sido feito. O caso vai, entretanto, ser levado ao Ministério Público.

Depois da desinfeção, o lar está em fase de limpezas e, depois, será feito o reabastecimento de géneros alimentares e medicação. Ficam a faltar os recursos humanos para que possa reabrir.

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