Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Instituições sociais do distrito estão lotadas

O 3º Encontro de dirigentes de IPSS de Vila Real, promovido pela União Distrital de Instituições de Solidariedade Social de Vila Real, que decorreu no sábado em Santa Marta de Penaguião, elencou uma série de questões e preocupações. A lotação das instituições, melhor articulação com as autarquias, sustentabilidade e programas específicos de apoio para dar respostas às novas necessidades sociais, foram algumas das matérias mais sensíveis.

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Objetivando proporcionar a troca de conhecimentos/experiências entre dirigentes de IPSS, este terceiro encontro revelou-se frutuoso e traçou dinâmicas e estratégias para uma melhor resposta de todos os agentes intervenientes no processo social, mais concretamente no que diz respeito ao distrito de Vila Real. Luís Correia, presidente da União das IPPS de Vila Real, manifestou isto mesmo ao Nosso jornal enunciando alguns dos assuntos prementes. “A relação das IPPS com as autarquias, as questões da sustentabilidade e a cooperação com a Segurança Social, mereceram especial atenção. Pretendemos também encontrar soluções para problemas que nos vão aparecendo com alguma assiduidade e que não são menos importantes, mas não tem sido muito simples encontrar para eles uma saída, nomeadamente para pessoas com Parkinson, demência e Alzheimer”. “Penso que falta reflexão e, em conjunto com CNIS, se encontrem possibilidade de realizar consensos para que se possa tipificar alguns acordos efetivos e consistentes”, acrescentou.

Segundo Luís Correia, neste momento “vai havendo bastante procura das instituições do distrito, que estão praticamente lotadas. Todas têm lista de espera e tem de haver uma resposta em termos de Centros de Atividades Ocupacionais e lares residenciais”.

Outro dos assuntos debatidos prendeu-se com as autarquias. “As relações entre as câmaras e as instituições tem que se pautar por uma parceria sólida e não haver um entendimento que uns mandam nos outros”.

Foi António Ribeiro, presidente da Associação 2000, que abriu os trabalhos e salientou a necessidade de mais apoio, “num quadro onde os recursos cada vez são mais escassos e aumenta a necessidade de uma maior intervenção social” .

O presidente do Município de Santa Marta de Penaguião, Luís Machado, salientou que “os problemas sociais batem a todas as portas, senso que os territórios não têm fronteiras na causa social”. “O principal desígnio dos municípios são as pessoas. É um desafio que sozinhos, os municípios não conseguem, mas sim em rede e articulado com as instituições”. Elogiou ainda as IPSS do concelho, lamentando que o Centro Social e Paroquial da Cumieira não esteja associado e não faz sentido quando a causa é a mesma”.

Durante os trabalhos discursaram ainda um membro da Direção da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade – CNIS, Eleutério Alves, o diretor de Unidade do Centro Distrital de Segurança Social de Vila Real, José Manuel Ferreira, e José Marques, presidente da Câmara de Sabrosa e vice- -presidente da CIMDOURO. Em todos eles um traço comum, só em rede e em parceria é que os problemas sociais podem ser resolvidos.

 

O 3º Encontro de dirigentes de IPSS de Vila Real foi promovido pela União Distrital de Instituições de Solidariedade Social de Vila Real em parceria com quatro instituições do Concelho de Santa Marta de Penaguião, Associação 2000 de Apoio ao Desenvolvimento – A 2000, Centro Social e Paroquial de S. Miguel de Lobrigos, Fundação Asilo Luís Vicente e Fundação Dr. Carneiro de Mesquita, e com o apoio da Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião.

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