Este livro, tal como aconteceu com a Senhora da Pena, é visto como um contributo importante e decisivo para a inscrição da procissão no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), que ajudará a preservar esta expressão cultural.
Tendo ocorrido pela primeira vez em 2 de abril de 1854, a Procissão do Bom Jesus do Calvário invocou a proteção divina no antigo concelho de Vila Real contra a doença que surgira nas vinhas do Alto Douro Vinhateiro, o oídio.
Vítor Nogueira explicou, na apresentação da obra, que a procissão traz “dois grandes marcos” para cidade. “Um deles tem que ver com a via sacra que, partindo da Igreja de São Pedro, se institui na forma de terminar nessa nova capela do Bom Jesus do Calvário”, começou por dizer o autor. “Outro aspeto está muito relacionado, com uma certa felicidade que resulta da escultura daquela imagem do Bom Jesus do Calvário, que favoreceu o culto”.
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