Uma jovem de 22 anos foi socorrida pelos bombeiros voluntários de Montalegre e de Salto, e respetiva equipa de resgate, na zona das sete lagoas, na freguesia de Cabril, depois de ter escorregado e caído, ficando ferida. Situações que acontecem cada vez com mais frequência dado o aumento significativo de visitantes que se deslocam ao local para observarem este património natural. A articulação de esforços entre os operacionais e o nível de preparação foram fundamentais para o sucesso da missão.
As cascatas das sete lagoas, em pleno Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), acolhem, por esta altura do ano, milhares de forasteiros, atraídos pelas paisagens deslumbrantes. Situadas em altitude, exigem prudência com a irregularidade e profundidade de algumas zonas, assim como nos acessos que podem manifestar-se escorregadios. Recentemente, a articulação entre os bombeiros do concelho permitiu a realização de mais uma operação de resgate bem sucedida. A vítima, uma jovem de 22 anos, foi assistida com rapidez pelos meios envolvidos e teve ao dispor uma equipa que apresentou um excelente nível de preparação, sobretudo no transporte, dada a distância e complexidade dos acessos ao local.
David Teixeira, vice-presidente da Câmara de Montalegre e responsável pela Proteção Civil municipal, destaca o envolvimento e a coordenação entre os meios envolvidos: “são locais que exigem algum cuidado e, por isso, temos tentado antecipar e minimizar os efeitos destas situações. Todas as forças intervenientes e obrigatórias neste tipo de resgates estão devidamente preparadas e articuladas para dar uma resposta eficaz”. No entanto, o autarca considera que “é preciso que a estrutura da Proteção Civil distrital proceda à elaboração de um plano que ultrapasse a barreira de cada distrito”. David Teixeira destacou, ainda, o “empenho e profissionalismo” apresentados na resolução desta situação.
Por sua vez, Hernâni Carvalho, comandante dos Bombeiros Voluntários de Salto, lembrou que estamos perante “operações com elevada complexidade e exigência sob o ponto de vista físico e anímico”. Nesse sentido, o responsável explica que “tem sido desenvolvido um trabalho com nível de excelência” enaltecendo “a coordenação notável das equipas de bombeiros do concelho na formação e no reconhecimento do território”.
A operação que envolveu 16 elementos no terreno. José Carlos Moura, responsável pela equipa de resgate, referiu “que está garantido o socorro nas atividades de montanha com gente preparada e com conhecimentos” alicerçada num “espírito de sacrifício e camaradagem”. Uma equipa “coesa e profissional” que pretende garantir a segurança dos visitantes.






