O Tribunal Judicial de Vila Real confirmou que o julgamento do homem acusado de um homicídio ocorrido em Montalegre em 2007, agendado inicialmente para a última terça-feira, foi adiado para o dia 21 de abril.
A decisão prendeu-se com dificuldades na notificação de algumas testemunhas que vão ser ouvida, no âmbito do processo.
João Morais Pereira, de 66 anos, mais conhecido como João “Mentiras”, atualmente em prisão preventiva, é suspeito na morte, a tiro de caçadeira, de um homem à porta de um bar de alterne localizado em Montalegre.
O caso remonta à noite do dia 4 abril de 2007, pelas 21h30, altura em o suspeito terá feito uma “espera” no parque de estacionamento de um bar noturno, situado em Solveira, freguesia do concelho de Montalegre. Nesse momento terá disparado três tiros de caçadeira contra um homem, de 43 anos, “quando este se encontrava no interior do seu veículo automóvel, provocando-lhe a morte de imediato e fugindo do local”.
O arguido, um indivíduo classificado pela PJ como “perigoso” e que “tem um passado criminal que atesta a sua atividade em várias áreas do crime, como tráfico de armas, tráfico de estupefacientes e também lenocínio”, foi detido durante uma operação levada a cabo na noite de consoada, na zona de Chaves.
A busca pelo suspeito decorreu ao longo de oito anos, tendo sido “tentada a cooperação com forças policiais de outros países, o que não teve qualquer resultado positivo”.
De recordar que na operação os agentes da judiciária encontraram uma estufa de produção de canábis completamente montada, ou seja, “com sistema de aquecimento e luz e ventilação artificiais”, onde se encontravam “plantas em vários estádios de desenvolvimento”, tendo sido apreendido mais de 60 pés de canábis, sete armas de fogo, centenas de munições e alguns explosivos.






