Nos primeiros minutos da partida, as duas equipas mostraram algumas cautelas e pouco arriscaram no ataque. A primeira jogada de perigo saiu dos pés de Azevedo, no entanto, o remate acabou por encontrar o corpo de um defensor da casa. A resposta dos visitados não tardou, valeu a rápida intervenção de Cabreca que saiu dos postes e evitou uma jogada perigosa de Igor. Aos 17’, o Vila Real teve uma boa ocasião para inaugurar o marcador, depois de uma falha do guarda-redes Márcio, mas Bessa não aproveitou a oferta e rematou à figura do guardião da casa. No centro do terreno, os locais estavam mais acutilantes e iam dominando as operações, com o Vila Real a ter algumas dificuldades em impor o seu futebol e a controlar o adversário, com sucessivas perdas de bola. Numa dessas situações, valeu a atenção de Cabreca a desviar o remate de Igor pela linha final. Decorria a meia hora de jogo quando Mico tem uma entrada mais ríspida sobre o adversário e o árbitro da partida, perto do lance, decidiu mostrar-lhe o cartão vermelho directo, um duro golpe para as hostes alvi-negras que iriam jogar a partir de agora com menos um elemento. Os lamecenses subiram mais no terreno, mas continuavam a sentir dificuldades em entrar na área forasteira. Só que aos 40’, numa rápida jogada pela direita, Igor vai à linha de fundo e cruza rasteiro para a entrada fulgurante de Sorilha que só teve de encostar para o fundo da baliza. Estava feito o primeiro golo do encontro, onde a velocidade do extremo local foi preponderante para furar a estrutura defensiva vila-realense. A vantagem pela margem mínima ao intervalo acaba por ser justa, pois o Lamego foi mais perigoso nestes primeiros 45 minutos.
Ao intervalo, o técnico alvi-negro fez ajustamentos na sua equipa, abdicando dos dois laterais (Filipe e Peixoto), colocando em campo Abreu e o avançado Diogo. Na verdade, os vila-realenses melhoraram bastante e entraram com vontade de mudar o rumo dos acontecimentos. Apesar de estar em inferioridade numérica, os forasteiros empurraram o Lamego para o seu último terço de terreno, no entanto, a falta de eficácia foi a nota dominante do conjunto orientado por Abel Ferreira. Aos 61’, grande oportunidade gorada por Luís Carlos, que rematou cruzado, mas a bola bateu na trave. Depois, o guarda-redes evitou o golo de Bessa, desviando a bola pela linha de fundo. Mais uma vez, o velho ditado se confirmou, pois quem não marca, arrisca-se a sofrer, e eis que num lance muito rápido de contra-ataque Igor isola Binaia, que perante a saída de Cabreca só teve de escolher o melhor ângulo e colocar a bola no fundo da baliza, dando outra tranquilidade à sua equipa. A perder por dois a zero, o Vila Real desanimou e acabou por cometer mais um erro fatal, que culminou no terceiro golo dos locais. Kobe perde a bola em zona proibida e Adriano aproveita a oferta para estabelecer o resultado final. Já perto do final da partida, os visitantes tiveram duas grandes ocasiões para marcar, no entanto, Schuster não soube aproveitar a oferta do defensor da casa e rematou a rasar o poste. Já no período de compensação, Bessa remata de cabeça para mais uma defesa atenta de Márcio. Muito perdulários os homens mais avançados vindos da capital de distrito. E quando assim acontece, os resultados acabam por ser demasiado penalizadores.
No domingo, o Vila Real regressa ao Monte da Forca para jogar a segunda eliminatória da Taça de Portugal, onde recebe o Torreense, da segunda divisão nacional.



