“Por ocasião do 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, renovo com firmeza o apelo urgente da Igreja para enfrentar e pôr fim a este grave crime contra a humanidade”, escreve Leão XIV, numa mensagem divulgada pelo Vaticano. O texto, com o título ‘A paz começa com a dignidade’, destaca a importância de respeitar todas as pessoas.
“Numa época marcada pela escalada violência, muitos são tentados a buscar a paz através das armas, como condição para afirmar o próprio domínio. Além disso, em situações de conflito, a perda de vidas humanas é muitas vezes descartada pelos instigadores da guerra como ‘dano colateral’, sacrificada em nome de interesses políticos ou económicos”, adverte o pontífice.
Segundo o Papa, “a instabilidade geopolítica e os conflitos armados criam um terreno fértil para os traficantes explorarem os mais vulneráveis, especialmente as pessoas deslocadas, os migrantes e os refugiados, com as mulheres e as crianças a serem as mais afetadas”.
A mensagem sublinha que o “crescente abismo” entre ricos e pobres força muitos a viver em “circunstâncias precárias, deixando-os suscetíveis às promessas enganosas dos recrutadores”.
O Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas é celebrado na Igreja Católica por ocasião da memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita (8 de fevereiro), religiosa sudanesa que foi escravizada desde os sete anos de idade.






