De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) estão hoje internadas 497 pessoas com covid-19, menos 30 do que na quarta-feira, 103 das quais em unidades de cuidados intensivos, menos 16 nas últimas 24 horas.
As mortes ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo (3), na região Norte (1), na região Centro (1) e no Alentejo (1). Relativamente às idades das vítimas, cinco tinham mais de 80 anos e uma entre os 50 e os 59 anos.
Sobre a caracterização etária dos novos casos de infeção confirmados, é entre os 50 e os 59 anos (homens e mulheres) que se registaram mais casos, com mais 175 infetados nas últimas 24 horas. Seguem-se as faixas etárias entre os 40 e os 49 (158), entre os 20 e os 99 anos (144 novos casos) e entre os 30 e os 39 anos (140novos casos).
Os dados divulgados pela DGS mostram também que há menos 375 casos ativos, totalizando 35.165.
De destacar, ainda, que Portugal regista, atualmente, cerca de 45 surtos de covid-19 em lares no país, com efeitos menores nas pessoas, disse hoje a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.
“Neste momento temos cerca de 45 surtos em lares em todo o país e o que está a acontecer é que mesmo na situação em que há surtos, os efeitos do próprio surto e da doença nas pessoas são menores”, disse Ana Mendes Godinho.
A ministra falava aos jornalistas no final da apresentação do “maior estudo” sobre imunidade em lares, realizado em agosto, na região do Alentejo e Algarve a um universo de 5.174 pessoas: 2.303 funcionários de lares e 2.871 utentes residentes.
O estudo aponta, segundo o responsável, para uma “diminuição abrupta dos anticorpos em pessoas com mais de 70 anos que tenham tido duas doses de vacina e quatro meses após a vacinação completa”.
“Contrariamente, as pessoas que tiveram covid-19 e que receberam uma dose de vacina mantêm níveis altos de anticorpos ao longo de todo o tempo”, segundo a apresentação do estudo, hoje em Viseu.
Intitulado “Protetor covid-19”, o estudo foi realizado pelo Algarve Biomedical Center, em parceria com a fundação Champalimaud, contou com o apoio do Ministério do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social.





