Devido aos reacendimentos no terreno mantêm-se mais de 300 operacionais em prontidão para atacar qualquer novo foco de fogo.
Ao mesmo tempo pelo menos quatro meios aéreos estão na zona fustigada, fazendo descargas nos pontos que ainda fumegam, ou onde o fogo reacende.
Em Couto de Ervededo, a população ainda não está descansada. Que o diga Leonel Serra, que se mantém hoje vigilante tal como a família. “Trouxe para aqui uns bidons com água e um motor de rega para o caso de o fogo voltar. A minha filha ainda de manhã andou a regar tudo, porque estava outra vez a arder alia abaixo e vieram logo os bombeiros”, afirmou esta quarta-feira. “Estou aqui preocupado, porque se voltar vai passar para cima”, onde tem outras propriedades, e a casa ainda não está fora de perigo já que se encontra muito perto de pinhal, sendo que parte não está limpo.
“Ontem o que salvou a casa de arder foi o povo, que se juntou toda aqui, para não deixar arder, e depois os bombeiros que não deixaram isto durante a noite”, relata.
Perdeu vinhas, olival, pinheiros, e feno ainda no campo que ia utilizar para alimentar os animais, ovelhas, uma vaca e um cavalo.
José Maria de Torre de Ervededo viveu também horas de aflição durante a tarde de ontem. “Ainda tentámos apagar, para não chegar à aldeia, com enxada e uma pá, mas não se conseguia, anda porque o vento vinha nesta direção”, recorda. A aldeia esteve cercada durante algum tempo pelas chamas, e apenas não se vê negro numa das direções.
Perdeu uma vinha, que apesar de cultivada “ardeu toda”.
O fogo vindo de Espanha atravessou ontem a fronteira na zona de Cambedo, e ameaçou esta e outras aldeias, como Couto, Torre, Agrela, Bustelo, Vilela Seca e Outeiro Seco.
Ao que apurámos não arderam habitações, mas foram consumidos alguns armazéns, a maioria já abandonados.
Notícia desenvolvida na edição de 27 de agosto.


