Ontem, 142 crianças das duas escolas do 1º ciclo do ensino básico do centro da vila de Murça receberam o Portátil Magalhães, um computador financiado pelo Governo português através do programa “e.escolinha”.
“Vocês são dos primeiros, a nível nacional, a receber o Magalhães”, sublinhou Ema Gonçalo, da Direcção Regional da Educação do Norte, dirigindo-se à turma da 4.ª classe da Escola do 1º ciclo número dois de Murça que, à semelhança dos colegas da escola número um, receberam os mini-portáteis.
Diogo Emanuel, de nove anos, descreveu o seu novo computador como “muito pequeno e de fácil transporte”. “Gosto muito de escrever textos e depois passa-los no computador”, revelou o miúdo que de forma brilhante explicou, aos presentes na cerimónia de entrega dos Magalhães, as principais potencialidades do novo equipamento, realçando, ao Nosso Jornal, a webcam incorporada. “É uma novidade para mim”, referiu Diogo Emanuel que até já tinha um computador em casa. “Esta foi uma grande iniciativa do Primeiro-Ministro, José Sócrates”, defendeu o murcense de palmo e meio.
João Teixeira, presidente da Câmara Municipal, explicou que a escolha de Murça para ser um dos concelho do distrito incluído nesta primeira fase de entrega dos computadores, foi o resultado de um esforço de todos, inclusivamente dos pais que, desde logo, mostraram interesse na iniciativa. “Este é também o reflexo do investimento que temos feito, ao longo dos últimos anos, no sector da educação”, garantiu o edil, referindo ainda que, até ao final do ano, o município espera receber mais 80 portáteis Magalhães, para assim fazer chegar o equipamento a todas as crianças do concelho, num total de 212 computadores.
O Magalhães tem um giga de memória, acesso à internet, jogos, diciopédia (dicionário, atlas e enciclopédia da Porto Editora), entre outros programas educativos.
O Governo quer entregar meio milhão de computadores com estas características aos alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico, sendo que o Magalhães custa 50 euros para a maioria dos estudantes e aqueles que beneficiam da acção social poderão obtê-lo sem quaisquer custos ou pela módica quantia de 20 euros (consoante o escalão do agregado familiar).

