Sexta-feira, 24 de Abril de 2026
VTM SolidáriaMarcar a diferença na vida de Renato

Marcar a diferença na vida de Renato

Renato Pereira tem 3 anos de idade e apesar da sua curta vida, tem já uma longa história com contornos bastante marcados pela negatividade

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Filho de Sandra Pereira, 24 anos, natural de Arnadelo e de Nuno Martins, 28 anos, natural de Quintã, o Renato nasceu em resultado de uma gravidez planeada e muito desejada pelos pais.

“A gravidez foi perfeitamente normal até ao último mês, período em que me vi obrigada a frequentes deslocações de caráter urgente ao hospital, com internamento como consequência”, explica Sandra Pereira. 

Segundo os médicos tudo estaria bem e rápido a mãe de Renato chega ao momento em que o Renato teria “obrigatoriamente” que nascer, dia oito de setembro de 2013. 

Sandra testemunha que após uma tentativa de parto normal, foi submetida a uma cesariana de urgência. No entanto, para a mãe do pequeno Renato, “o menino já estava em sofrimento, não tinha oxigénio e daí estes problemas todos”.
O diagnóstico descreve que o Renato é portador de paralisia cerebral e síndrome de West (forma grave de epilepsia em crianças), problemas que obrigam o Renato a frequentar terapias na tentativa de minorar todos os efeitos nefastos destas duas doenças.

A paralisia cerebral não agrava, não progride, mas causa limites na atividade e afeta aproximadamente dois em cada 1000 indivíduos. É o problema de desenvolvimento mais comum nas crianças. A incapacidade mais visível é a motora que torna a mobilidade difícil. Frequentemente, as crianças têm problemas de marcha e/ou em usar adequadamente os braços e as mãos.

Muitas crianças com este diagnóstico têm, também, outras alterações que resultam de lesão cerebral, as quais incluem, por exemplo, problemas de cognição, comunicação, perceção, atenção, concentração e/ou epilepsia, sendo esta última umas das que afeta o Renato.

“Neste momento, o Renato está a fazer todas as terapias aconselhadas (terapia da fala, fisioterapia, terapia ocupacional) e a inerente medicação que lhe é receitada”, esclarece Sandra Pereira.

Com uma vida completamente normal, os pais do Renato ficaram com a vida deles muito mais desorganizada com os problemas de saúde do filho, no entanto, felizmente o Renato tem um irmão mais novo e perfeitamente saudável mas que precisa também de carinho, atenção e implica um acréscimo de despesas a somar às quantias já avultadas despendidas pelo casal para que nada falte ao Renato na esperança de que ele tenha a melhor vida possível e que isso lhe sustente o pilar de felicidade que todos os pais desejam para os filhos.

Apesar de os tratamentos estarem assegurados por dez meses, face a um evento solidário realizado há pouco tempo e que reuniu uma grande ajuda, Sandra e Nuno Pereira apelam à solidariedade de todos aqueles que possam contribuir, pois para eles o pouco é muito, e é ainda mais para o Renato.

Como diz Sandra, “hoje peço para o meu filho mas amanhã posso pedir por outra criança que necessite, porque infelizmente são muitas por esse país fora”.

Sandra não trabalha atualmente mas fez as férias há pouco tempo numa fábrica e espera que a chamem para fazer o turno da noite, não implicando diretamente o seu quotidiano com o Renato, o rendimento do marido não chega para cobrir as despesas em que se vêm obrigatoriamente inscritos.

Em relação a ajudas do Estado, Sandra Pereira revelou que o agregado “tem apenas os abonos normais e a bonificação por deficiência do Renato que é pouquíssimo e que não dá para nada”.

O Renato precisa da colaboração de todos, retribuindo com o seu sorriso.

COMO AJUDAR

Quem quiser ajudar o Renato pode deixar um donativo: 

IBAN: PT50 0035 0906 0010 1001 4005 4
 

 


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