Segundo notícia da Rádio Brigantia, de Bragança, fonte do Ministério da Saúde já deixou a garantia de que “o helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) estacionado em Macedo de Cavaleiros vai continuar a operar durante a noite”, embora com uma “reorganização na escala dos pilotos”.
“Apesar de a disponibilidade do helicóptero e das equipas médicas se manter, vai haver uma reorganização na escala dos pilotos, que passam a estar à chamada” o que permitirá uma “poupanças com o valor pago aos dois pilotos”, explica ainda a mesma notícia.
De recordar que, no final do ano passado, responsáveis do INEM assumiram publicamente a possibilidade de três de cinco helicópteros deixarem de fazer missões à noite, isso porque a sua atuação seria “muito reduzida”.
O presidente do Instituto explicou mesmo que, “até ao final do ano passado”, haveria uma decisão sobre a manutenção, ou não, “dos cinco helicópteros com os horários de funcionamento atuais”, ou seja, 24 horas por dia. No entanto, entretanto, o autarca de Macedo de Cavaleiros garantiu publicamente que aquele meio de emergência teria o seu funcionamento agendado normalmente pelo menos até o final deste mês.
Na altura em que foi divulgada a intenção do INEM, a Liga dos Bombeiros Portugueses renovou desde logo a sua “disponibilidade” para “garantir o reforço da rede de postos de emergência instalados nos quartéis, em alternativa ao recurso aos helicópteros.
Já na semana passada, os autarcas do distrito de Bragança reuniram-se para, publicamente, manifestar a sua discordância com a medida e a justificação apontada, tendo em conta que, como defenderam, entre as cinco aeronaves do INEM a operar no país, são as do interior que apresentam o maior número de saídas”.
Os presidentes de câmara afirmaram mesmo que apontar uma “reduzida utilização” daquele helicóptero na comunicação social serviu para enganar os cidadãos e “preparar a desativação de um meio que é fundamental em termos da emergência pré-hospitalar”.
Os três helicópteros cuja necessidade de atividade 24 horas por dia foi posta em causa, nomeadamente Macedo de Cavaleiros, Aguiar da Beira e Loulé, entraram em funcionamento em abril de 2010, sendo que, no caso do meio sedeado no distrito de Bragança, o regime de permanência envolve custos na ordem dos 1,8 milhões de euros por ano.
Até a hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não foi possível obter mais informações junto do Ministério da Saúde.




