Rui Santos, ex-presidente da Câmara de Vila Real, e atual presidente da Assembleia Municipal, está a ser acusado pelo Ministério Público (MP) de dois crimes de prevaricação e dois de abuso de poder.
Em causa está o facto de, alegadamente, ter usado a empresa municipal Vila Real Social para fins “alheios ao interesse público”.
Segundo avança o Jornal de Notícias (JN), e de acordo com a acusação do MP, o arguido é suspeito de “ter colocado ou mandado colocar” na presidência daquela empresa duas pessoas “para satisfazer interesses seus, conforme as suas ambições políticas e do partido a que pertencia”.
As duas pessoas são Domingos Madeira Pinto e José Maria Magalhães que, segundo o MP, “anuíram e participaram num plano gizado por Rui Santos”, sendo elas, igualmente, acusadas.
Outro dos arguidos, mencionado pelo JN, é José Silva que, entretanto, disse à VTM que não é arguido no processo*. Segundo o MP, Rui Santos terá conversado sobre o assunto com o líder da concelhia do PS de Vila Real, ou seja, escolher Domingos Madeira Pinto e José Maria Magalhães para os cargos na Vila Real Social.
A acusação do MP surge três anos após a abertura do inquérito, em 2022.
* Notícia atualizada às 19h30, 19/11/2025
Notícia a desenvolver na edição de 26 de novembro





