Sexta-feira, 19 de Junho de 2026
RegiãoMinistra defende que criação do estatuto do cuidador informal tem que ser gradual

Ministra defende que criação do estatuto do cuidador informal tem que ser gradual

Marta Temido sublinhou a importância da proposta de definição de novas medidas, tendo expectativa de que o processo poderá estar concluído ainda nesta legislatura

A ministra da Saúde, Marta Temido, defendeu que a criação do Estatuto de Cuidador Informal tem que ser um processo pensado gradualmente.

“A proposta de lei do Governo tem o objetivo concreto de definição de medidas de apoio ao cuidador informal, mas construir uma política pública não é sempre um processo de transformação radical”, explicou a representante do Governo em Vinhais, durante a inauguração da Unidade de Cuidados Continuados do concelho, acrescentando que “há muitos bons exemplos de políticas públicas que começaram por projetos piloto e que depois foram alargando”.

 “O que se está a tentar fazer com esta proposta de lei é ter uma política pública de apoio aos cuidadores informais que mantenha o foco na pessoa cuidada e que, ao nível da saúde, tenha um conjunto de medidas de apoio à capacitação do cuidador informal, à garantia de contactos para o cuidador informal no sistema de saúde,  ao descanso e apoio, mas também um conjunto de medidas pensadas para avançar num processo gradual”, sublinhou, frisando que “não conseguimos fugir ao tempo e à necessidade que temos de ir avaliando o que vamos fazendo”.

Por fim, a ministra adiantou ter alguma “expectativa de que seja possível a Assembleia da República e as comissões parlamentares fazerem o seu trabalho ainda nesta legislatura, sob pena de não se poder avançar com os projetos piloto”.


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