A ministra da Saúde, Marta Temido, defendeu que a criação do Estatuto de Cuidador Informal tem que ser um processo pensado gradualmente.
“A proposta de lei do Governo tem o objetivo concreto de definição de medidas de apoio ao cuidador informal, mas construir uma política pública não é sempre um processo de transformação radical”, explicou a representante do Governo em Vinhais, durante a inauguração da Unidade de Cuidados Continuados do concelho, acrescentando que “há muitos bons exemplos de políticas públicas que começaram por projetos piloto e que depois foram alargando”.
“O que se está a tentar fazer com esta proposta de lei é ter uma política pública de apoio aos cuidadores informais que mantenha o foco na pessoa cuidada e que, ao nível da saúde, tenha um conjunto de medidas de apoio à capacitação do cuidador informal, à garantia de contactos para o cuidador informal no sistema de saúde, ao descanso e apoio, mas também um conjunto de medidas pensadas para avançar num processo gradual”, sublinhou, frisando que “não conseguimos fugir ao tempo e à necessidade que temos de ir avaliando o que vamos fazendo”.
Por fim, a ministra adiantou ter alguma “expectativa de que seja possível a Assembleia da República e as comissões parlamentares fazerem o seu trabalho ainda nesta legislatura, sob pena de não se poder avançar com os projetos piloto”.




