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Mondim de Basto no roteiro do Space Festival 2026

De 4 a 15 de novembro, o festival itinerante percorre Paredes de Coura, Caminha, Valença, Arcos de Valdevez, Mondim de Basto e Montemor-o-Velho, reunindo artistas nacionais e internacionais em torno da música experimental, improvisada e transdisciplinar

O Space Festival regressa de 4 a 15 de novembro com uma programação que convida a descobrir artistas que se dedicam à música experimental e improvisada em salas e territórios diferentes dos habituais, privilegiando a passagem por localidades de baixa densidade. Mantendo o seu percurso itinerante, o festival vai passar por Paredes de Coura (4 e 5 de novembro), Caminha (6 e 7), Valença (8 e 9), Arcos de Valdevez (10 e 11), Mondim de Basto (12) e Montemor-o-Velho (13, 14 e 15).

Já estão anunciados no website do festival vários dos projetos que integram a edição de 2026. Entre solos, colaborações inéditas e propostas que cruzam diferentes áreas artísticas, o Space Festival continua a apostar no encontro entre diferentes artistas, géneros e territórios.

Entre as propostas que juntam artistas nacionais e internacionais, encontra-se IT DEEL IV, que reúne Joana Guerra, Maria do Mar, Romke Kleefstra e Jan Kleefstra num projeto que cruza poesia e música, explorando a relação entre o ser humano e a natureza. Também do cruzamento entre música, poesia e performance nasce HARPOEMACTO, projeto de Angélica Salvi (harpa) e de Nuno Pinto (voz e poemas) confirmado para esta edição.

Outro projeto que nasce do encontro entre diferentes geografias é Choreography of Fractures, que junta o trompetista e improvisador português Luís Vicente, o baterista Vasco Trilla e o contrabaixista britânico John Edwards num projeto que explora o free jazz e a improvisação livre, fazendo de cada concerto um momento único.

Também no cartaz deste ano está EUPNEA, ensemble de vozes e flautas liderado pela cantora e compositora portuguesa Vera Morais, a quem se junta Teresa Costa, Sarah van Eijk, Līva Dumpe e Ketija Ringa-Karahona – cantoras e flautistas com diferentes percursos e origens, que se juntam para criar um órgão de tubos humano, um instrumento em si mesmo. Já Sonic Figures Project: Diagrama, do compositor, investigador e músico Hugo Vasco Reis, junta Trevor McTait, na viola d’arco, e Miquel Bernat, na percussão, num ensemble que é também um projeto de investigação artística. O duo Arianna Casellas e Kauê Gindri também fazem parte desta edição, apresentando o projeto Montes no qual combinam voz, violoncelo amplificado, guitarra elétrica e sopros.

Nos projetos a solo, o festival avança várias propostas bastante distintas. O guitarrista e improvisador João Carreiro apresenta um trabalho centrado na exploração da guitarra. O músico e compositor italiano Mauro Basilio apresenta Mechanics, uma performance para violoncelo construída a partir da exploração de objetos, materiais e diferentes montagens.

O multi-instrumentista Luís Bittencourt regressa ao festival com Arquiteturas da Água, uma performance transdisciplinar que usa a água como matéria criativa, explorando as suas possibilidades sonoras, performativas e visuais. A trompetista, improvisadora e compositora portuguesa Susana Santos Silva, radicada em Estocolmo e reconhecida pela crítica como uma das mais interessantes improvisadoras do mundo, também se junta a esta edição.

Nas formações de maior dimensão, o coletivo de oito percussionistas apresenta uma reinterpretação da obra de Julian Sartorius e do Ensemble ET|ET num projeto explora ritmo, percussão, improvisação e processamento eletrónico. O Space Ensemble estreia Animações da Estónia, uma criação inspirada no cinema de animação estónio, acompanhado pela música experimental e improvisada que caracteriza o trabalho deste projeto com origem nas primeiras edições do festival. A estas propostas junta-se a Orquestra Sinfonietta de Braga, que convida Samuel Martins Coelho para Manifesto para o Bem Comum.

O festival dá ainda espaço a projetos emergentes como os Coisa Mansa, banda instrumental de Viana do Castelo formada por David Gigante, Rafael Moreira, Tiago Esteves e Rodrigo Moreira.

A edição de 2026 vai passar por espaços já conhecidos no percurso do festival, como o Centro Cultural Paredes de Coura, o Teatro Valadares em Caminha, o Centro Cultural de Verdoejo (Valença), o Centro Interpretativo do Barroco em Arcos de Valdevez, o Favo das Artes em Mondim de Basto e o Teatro Esther de Carvalho em Montemor-o-Velho, entre outros.

O Space Festival é organizado pela Associação Cultural Rock’n’Cave, em parceria com o Space Ensemble, contando com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e de vários parceiros locais.

Datas do Space Festival:

  • 4 – 5 novembro – Paredes de Coura
  • 6 – 7 novembro – Caminha
  • 8 – 9 novembro – Valença
  • 10 – 11 novembro – Arcos de Valdevez
  • 12 novembro – Mondim de Basto
  • 13 – 15 novembro – Montemor-o-Velho

 

 

 

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