Corria um domingo “perfeitamente normal”, quando por volta das 16 horas, um familiar das vítimas deu o alerta por ter encontrado, dentro de casa, cinco óbitos: um casal, duas filhas e o irmão do homem.
Helena Vieira tinha 44 anos, António Vieira, marido, 54 anos, Beatriz Vieira tinha apenas 9 anos e a irmã, Catarina Vieira, 14 anos. O tio das crianças, Carlos Vieira, tinha 48 anos. Todos eles estavam no interior da casa, ainda que em divisões diferentes, em rigidez cadavérica, quando o INEM foi acionado, o que leva a deduzir que tenham falecido na noite de sábado, depois da hora do jantar.
“Depois de termos sido alertados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), fizemos deslocar as equipas para o teatro de operações, onde nos deparamos com um cenário de cinco cadáveres”, apontou o comandante dos bombeiros de Sabrosa, José Barros, acrescentando que “o óbito já tinha ocorrido há bastantes horas, uma vez que os corpos se encontram em rigidez cadavérica”.
Segundo o comandante, quando as equipas de emergência médica entraram na casa, foi “utilizado um detetor de gases”, mas não “houve indicação de qualquer gás, seja ele monóxido ou outro qualquer”.
A HABITAÇÃO NÃO TINHA ELETRICIDADE
Definida como uma família “humilde” e “trabalhadora”, o casal encontrava-se, de momento, a tentar reabilitar uma pequena casa na aldeia, local onde apenas viviam ao fim de semana, dado que eram caseiros numa quinta do Douro durante a semana. Diante da casa onde aconteceu esta tragédia, é notório o trabalho de obras que vinha sendo
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