D. Erik Varden, monge e bispo de Trondheim, na Noruega, visitou o Mosteiro Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja, situado em Palaçoulo, Miranda do Douro, na Diocese de Bragança-Miranda, assinalando a construção e benefício futuro.
“As freiras estão a construir a sua comunidade sobre uma firme fundação espiritual. Estou certo de que esta casa prosperará e se tornará uma fonte de bênçãos para a região e para o país”, indicou em declarações enviadas à Agência Ecclesia.
O bispo de Trondheim esteve em Portugal para apresentar o livro “Romper a solidão – Sobre a memória crista” em duas conferências que contaram com o professor universitário e filósofo António Castro Caeiro, em Lisboa, e com a presença de D. José Cordeiro, em Braga.
Na visita a Palaçoulo, que decorreu entre quinta e sexta-feira, assinalou o “rico legado cisterciense em Portugal”, tendo assumido o interesse na fundação do mosteiro.
“Foi uma alegria visitar as irmãs e ver os primórdios do seu belo mosteiro. Não só a arquitetura é bela, como cada detalhe cuidadosamente ponderado”, indicou.
D. Erik Varden reconheceu o quanto a regra de São Bento, que se trata de um conjunto de preceitos destinados a regular a vida dos monges numa comunidade monástica cristã, é significativa para a vida quotidiana, inclusivamente fora dos mosteiros.
“Acho que São Bento tem muito a dizer ao mundo e os fundamentos da vida monástica podem ser aplicados em diferentes contextos: por exemplo, a obediência é basicamente sobre tentar encontrar os motivos cimeiros do que organiza a minha vida; a hospitalidade, segundo São Bento, é acolher todos tal como acolheríamos o próprio Cristo. É uma forma de transpor os mesmos valores numa nova expressão”, referiu, considerando ser esse o seu caminho, uma vez que tem a responsabilidade, desde 2020, de ser bispo de Trondheim, na Noruega.

