Integrada nas festividades, a competição, pontuável para o Troféu Norte, nasceu da vontade da antiga comissão de festas em dar maior projeção ao evento religioso. Desde então, realiza-se sempre no sábado das festividades, transformando a pista do Calvário num dos locais mais procurados por amantes da modalidade.
Sílvia Paz, da Associação “Os Amigos do Santuário do Senhor Jesus do Calvário”, explica que o principal objetivo continua a ser trazer mais visitantes às festas. “A prova ajuda-nos sobretudo a trazer pessoas. Em termos financeiros, praticamente paga-se a si própria, porque há muitas despesas com cronometristas, ‘speaker’ e toda a organização”, refere.
A responsável destaca, por isso, a importância dos apoios da Câmara de Sabrosa, que disponibiliza maquinaria para preparar a pista e um camião-cisterna para garantir a rega do circuito, bem como da Junta de Freguesia de Parada de Pinhão e dos patrocinadores locais. “Sem estas ajudas seria impossível realizar a prova”, sublinha.
Apesar do sucesso, organizar o evento torna-se cada vez mais difícil devido à falta de voluntários. A associação necessita de comissários para os postos na pista para cumprir as exigências regulamentares, mas Sílvia Paz admite que encontrar colaboradores é hoje um dos maiores desafios. “O amor à camisola já não é o mesmo. Felizmente ainda há muita gente que nos ajuda, mas todos os anos é mais complicado”.
A organização acredita que o prestígio conquistado ao longo dos anos explica a forte adesão dos pilotos. Muitos começaram a competir em Parada de Pinhão ainda em crianças e continuam a regressar pela qualidade da pista e pelo ambiente único criado pelas festividades.
Também os emigrantes fazem questão de marcar presença. António Brites, residente no Luxemburgo, é um dos muitos que regressam todos os verões. “Venho todos os anos à festa e ao motocross. É a principal razão para cá vir nesta altura. É uma forma de rever amigos e viver estes dias”, conta.
Antigo organizador da prova, António Brites reconhece que a realização do evento exige um enorme esforço. “O mais difícil é sempre a organização. Quando ela funciona, tudo corre bem”.
Além da vertente desportiva, a prova continua a afirmar-se como um importante momento de convívio e dinamização da freguesia, complementando um programa festivo que alia tradição religiosa, animação popular e o regresso de muitos emigrantes à terra natal.

