Todos pela estrada e todos contra a existência do lobo. Esta parece a tónica dominante das populações de Fervença, Barreiro, Varzigueto e Ermelo, que voltam a contestar a posição da Quercus sobre o assunto e pretendem mesmo criar um movimento para que a obra avance de vez e não fique no papel.
Joaquim Avelino é um dos que contesta a versão da Quercus e garante mesmo que ao longo dos seus 62 anos passou dia e de noite naquele troço de estrada e não nunca viu nenhum lobo. “Naquela zona e nas cercanias os pastores deixam os rebanhos sozinhos nos montes e não são atacados. Não entendo como é que gastaram milhares de euros com uma passagem de lobos sobre a A24 e também ali não há registo da presença de qualquer animal”, acrescentou.
“No meio disto tudo é importante que haja um equilíbrio entre a defesa do ambiente e o interesse das populações. E a propósito disto, era bom que as instituições que agora estão contra a estrada, se lembrassem das condições da acessibilidade de vários povos onde a pobreza prevalece”, sublinhou.
Para evitar que haja recuos no processo, pode emergir junto das populações a criação de um movimento de defesa da estrada. Entretanto, ao que apuramos, a Câmara Municipal de Vila Real vai mesmo avançar com a construção da estrada. Uma decisão que vai assim de encontro às reivindicações da população das quatro aldeias.






