Uma mulher, de 45 anos, foi alvo de abuso e agredida, por volta da meia-noite de Quarta-feira da semana passada, por um homem encapuzado, no lugar das Fragas, Outeirinho, Cerva.
A vítima é viúva e vive sozinha num sítio íngreme, ermo e sem vizinhos próximos, facto que facilitou a missão do intruso.
Além do acto consumado, ficou com a boca a sangrar, sem um fio de ouro que estava na mesinha de cabeceira, alguns euros da carteira e um telemóvel. O violador só saiu de sua casa passada uma hora, altura em que a agredida, a gritar, pediu socorro, por telefone, a uma vizinha, Maria de Fátima, dizendo que tinha sido “abusada e assaltada”.
Ainda com a voz embargada e com olhar de sofrimento, Rosa Borges contou como tudo se teria passado.
“Eu estava a dormir, com a televisão ligada, quando senti que o meu cão não se calava. De repente, ouvi dois pontapés fortes na porta, cuja fechadura rebentou, levantei-me, para ver o que era, quando um homem, de capuz preto, com um chapéu na cabeça e luvas nas mãos entrou no quarto e me empurrou para a cama, pedindo-me a arma, drogas e dinheiro”.
Rosa Borges não lhe fez a vontade, dizendo: “Eu não tenho nada disso!”.
Tentou resistir aos seus ímpetos, “aos gritos e pedindo, muitas vezes, para ele tirar o capuz, dizendo que o conhecia!. Agarrou-me pelos braços e pôs-me uma travesseira na boca, para que ninguém ouvisse os meus gritos. Pensei que a minha vida iria acabar ali”,
Depois do abuso, o homem fugiu, pelo monte. E nunca mais foi visto, apesar das buscas da GNR, durante a noite.
No lugar do Outeirinho, a população ficou chocada.
“Nunca tal coisa aconteceu” – disse uma habitante. “Até trememos todas, quando soubemos”. Este medo foi sentido na aldeia. Na noite seguinte, houve mulheres que já não dormiram nas suas casas.
Confrontada se tinha suspeitas de alguém, Rosa Borges referiu: “não faço a mínima ideia de quem cometeu a agressão”.
Foi transportada para o Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar, seguindo, depois, para o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde foi sujeita a exames periciais, cujo relatório, depois de concluído, será enviado para a PJ.
No terreno, uma brigada da PJ do Porto esteve a fazer diligências, centrando as suas atenções nas redondezas da habitação em que mora a vítima.
Jmcardoso





