Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Município apoia produção da batata de semente

Na sequência do desafio lançado em fevereiro, o município de Montalegre acaba de aprovar um regulamento de concessão de apoio financeiro destinado ao fomento da produção de batata de semente. Alguns agricultores aderiram ao repto lançado pela autarquia indo ao encontro de uma firme convicção que o atual executivo municipal possui na recuperação de uma característica identitária do concelho. Uma «causa» que faz parte do «cromossoma» dos barrosões, defende o presidente da Câmara Municipal de Montalegre. Orlando Alves diz que estamos perante «a recuperação daquilo que nós somos e daquilo que fez de nós uma terra grande».

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O autarca lembra que à medida que foi abandonado o amanho da terra, o concelho «começou a definhar e hoje estamos na situação de quase mendicidade». Estreitar a ligação do homem rural à terra é o propósito da edilidade que olha para esta aposta como mais um empurrão para estancar a crescente desertificação que alastra não só no concelho como em todo o interior do país. Neste sentido, o edil falou, nestes termos, da reunião estabelecida entre a Câmara Municipal e os agricultores aderentes: «tivemos uma reunião depois de termos iniciado este processo de fomento da produção de batata de semente. Sensibilizamos os aderentes para a obrigação que têm de cumprir escrupulosamente as regras da produção da batata. São regras exigentes e que vão merecer presença constante e acompanhamento técnico. A reunião serviu, também, para preparar consciências no sentido de se consciencializarem disto: ou estão neste processo de corpo e alma e acreditam nele ou estão aqui para fazerem experiências. Se for este último caso, é melhor desistirem e deixarem de participar dando o lugar a outros».

Porém, Orlando Alves está convencido, pelo que observou, «que há aqui boa matéria-prima, ânimo, vontade e que este é o caminho». «hoje são 15 aderentes que aqui se apresentam como aderentes a este projeto. Se para o ano forem mais 15, já duplicamos». Uma dinâmica «que terá que crescer como cresceram outras coisas como a Feira do Fumeiro, que foi o espelho e o mote para muitas outras feiras que se fizeram pelo país». 

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