O autarca lembra que à medida que foi abandonado o amanho da terra, o concelho «começou a definhar e hoje estamos na situação de quase mendicidade». Estreitar a ligação do homem rural à terra é o propósito da edilidade que olha para esta aposta como mais um empurrão para estancar a crescente desertificação que alastra não só no concelho como em todo o interior do país. Neste sentido, o edil falou, nestes termos, da reunião estabelecida entre a Câmara Municipal e os agricultores aderentes: «tivemos uma reunião depois de termos iniciado este processo de fomento da produção de batata de semente. Sensibilizamos os aderentes para a obrigação que têm de cumprir escrupulosamente as regras da produção da batata. São regras exigentes e que vão merecer presença constante e acompanhamento técnico. A reunião serviu, também, para preparar consciências no sentido de se consciencializarem disto: ou estão neste processo de corpo e alma e acreditam nele ou estão aqui para fazerem experiências. Se for este último caso, é melhor desistirem e deixarem de participar dando o lugar a outros».
Porém, Orlando Alves está convencido, pelo que observou, «que há aqui boa matéria-prima, ânimo, vontade e que este é o caminho». «hoje são 15 aderentes que aqui se apresentam como aderentes a este projeto. Se para o ano forem mais 15, já duplicamos». Uma dinâmica «que terá que crescer como cresceram outras coisas como a Feira do Fumeiro, que foi o espelho e o mote para muitas outras feiras que se fizeram pelo país».






