A ampliação da zona industrial já tinha sido o maior investimento inscrito no orçamento para 2020 e este ano volta a estar em destaque com dois milhões de euros no plano e orçamento aprovados, em dezembro, em reunião de Câmara e Assembleia Municipal, com os votos favoráveis da maioria PSD.
João Gonçalves, presidente da autarquia de Carrazeda de Ansiães, destaca também a aposta no regadio e na área social, nomeadamente para mitigar as consequências da pandemia Covid-19 com apoios a instituições e particulares.
Para o autarca, o parque industrial é o “projeto âncora, estruturante e estratégico para o desenvolvimento económico do concelho”, embora não deva ser executado ainda totalmente durante este ano.
O ano de 2021 deverá servir para a “fase de estruturação” do espaço e dar início “à venda de lotes”.
O município de Carrazeda de Ansiães irá aplicar em 2021 a taxa mínima de 0,3% de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e devolver aos contribuintes do concelho a totalidade dos cinco por cento a que tem direito no IRS (Imposto sobre o Rendimento Singular”.
O presidente da Câmara espera que 2021 seja também o ano do arranque do Plano de Mobilidade do Tua, com o regresso sucessivamente adiado nos últimos anos dos barcos e comboios ao vale partilhado com os municípios de Vila Flor, Mirandela, Murça e Alijó.
A oposição do Movimento Unidos por Carrazeda salientou na análise, em reunião de câmara, ao plano e orçamento, a “necessidade de medidas para combater a desertificação demográfica e para fixar os jovens”, assim como de apoio aos produtores locais, nomeadamente de vinho em maçã.



