Sem papas na língua, Humberto Cerqueira atirou na direção dos ambientalistas como reflexo do impasse que se vive com a construção do troço Barreiro-Lamas de Olo e com os últimos desenvolvimentos alusivos à providência cautelar junto do Tribunal de Mirandela. “Há aqui um fundamentalismo exagerado por parte dos ambientalistas que estão a pôr em causa aquilo que é um direito das populações, ou seja um acesso condigno que possa melhorar a sua qualidade de vida. É bom pensar que as pessoas, quando podiam percorrer dois quilómetros, são obrigadas a fazer cerca de 13km. O traçado está feito, falta apenas a pavimentação. Esta não se vai traduzir no aumento de tráfego em milhares de veículos, conforme sustenta a associação ambientalista. Isto é um disparate, não é verdade. Todos sabemos que não existem pessoas que possam dar origem a este volume de tráfego”.
Na parte que diz respeito ao concelho de Mondim de Basto, a via está pavimentada e até uma pequena parte que já pertence ao concelho vizinho. “O que queremos é que as populações de Barreiro, Varzigoto e Fervença possam ter um acesso mais rápido à capital do distrito, mormente ao hospital. Nós temos tido contactos com a Câmara de Vila Real que tem estado sempre disponível para encontrar uma solução”.
Humberto Cerqueira lamentou profundamente o que está a acontecer. “Os ambientalistas não podem estar contra as populações e estão a prestar uma mau serviço à ecologia. As populações gostam tanto do ambiente como eles, mas também têm o direito de ter uma estrada que as leve até Lamas de Olo. Dizem que foram recolhidas uma série de assinaturas. Mas de quem? Só se forem de pessoas que vivem em Lisboa e Porto, que são servidas pela autoestrada”.
O autarca está apreensivo quanto ao futuro do processo. “Com este impasse, a obra pode estar em risco senão for feita dentro do prazo e a candidatura a fundos comunitários pode perder-se”, concluiu.





