Sábado, 18 de Abril de 2026
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Município quer “matar a sede” a Bragança

Em caso de seca extrema, a autarquia de Mogadouro está disposta a fornecer água ao município de Bragança. A posição solidária do seu presidente, Moraes Machado, surge numa altura em que a edilidade do Planalto vai apostar no reforço de captações de água no Douro.

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É uma posição singular e inédita aquela que o autarca mogadourense assumiu publicamente na semana passada ao disponibilizar gratuitamente água à capital do distrito. Moraes Machado avançou que caso a Câmara de Bragança sinta necessidade em recorrer a fornecimentos externos “pode trazer os auto-tanques que água não lhes faltará”.

O responsável pela autarquia salvaguardou que tal medida extrema terá de ser decidida pela edilidade congénere, e referiu que se trata apenas de uma atitude solidária. Até agora, esta atitude ainda não mereceu qualquer reação por parte do presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes.

Moraes Machado aproveitou ainda para adiantar que o município vai reforçar o abastecimento de água ao concelho com mais uma nova captação direta no rio Douro, situação que lhe vai permitir ligar os sistemas nascente e poente. Esta medida será implementada no próximo ano, decorrendo para o efeito contactos com a EDP.

Recorde-se que, a atual seca está a afetar a qualidade e a quantidade da água de consumo humano em alguns concelhos. Em Bragança, e fazendo fé nas declarações do seu presidente, caso não chova, a edilidade só garante o fornecimento para os próximos três meses.

 

Douro “esverdeado”

A propósito do rio Douro, as suas águas começam a sentir a intensidade do estio prolongado, apresentando- -se com tons esverdeados em grande parte do seu curso, entre Miranda do Douro e a Foz, nomeadamente entre a Barragem de Bagaúste (Régua) e Valeira (S. João da Pesqueira), fruto da pouca oxigenação das suas águas. Um fenómeno que ciclicamente aparece em anos de seca extrema nas barragens da região. O tom verde é emprestado pela proliferação de uma microalga que surge antes da eutrofização. Esta microalga é unicelular e tudo indica pertencer à família da “Chlorella”, que consume todo o oxigénio até uma profundidade de um metro e meio. Os seus efeitos podem ser são devastadores em barragens de pequenas dimensões. Quando a concentração de oxigénio dissolvido se torna inferior a quarenta por cento, os peixes começam a morrer. Este tipo de algas surge em zonas onde há uma grande concentração de matéria orgânica (poluição) ou quando se registam temperaturas elevadas. Normalmente, estas algas acabam por desaparecer com a ocorrência de chuva.


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