Domingo, 3 de Maio de 2026
RegiãoN103 será “novo produto turístico” da região

N103 será “novo produto turístico” da região

A estrada nacional 103, que liga Viana do Castelo a Bragança, prepara-se para entrar na rota das estradas turísticas do Norte de Portugal. A iniciativa arrancou com uma reunião promovida pelo município de Bragança, em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte.

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Com 274 quilómetros de extensão, a N103 liga o litoral minhoto a Bragança, atravessa 12 municípios, uma região de turismo, duas áreas protegidas, o Parque Nacional da Peneda-Gerês e o Parque Natural de Montesinho, e cinco Comunidades Intermunicipais.

Com o propósito de implementar uma estratégia comum de valorização e promoção turística deste património, a Câmara Municipal de Bragança, em parceria com a Turismo do Porto e Norte, promoveu uma reunião com os municípios de Barcelos, Boticas, Chaves, Esposende, Montalegre, Póvoa de Lanhoso, Valpaços, Viana do Castelo, Vieira do Minho e Vinhais.

Durante o encontro, Hernâni Dias, presidente da autarquia brigantina, destacou “o potencial turístico da estrada nacional 103 e dos territórios que atravessa, pelo que o objetivo comum é dinamizar e promover o vasto património existente, criando riqueza e incentivando o seu usufruto, seja a pé, de mota, de bicicleta ou de carro”.

Luís Pedro Martins, presidente da Turismo do Porto e Norte, explicou que “a região quer colocar no mapa internacional das “Road Trips” um conjunto de estradas que considero das mais belas do mundo”. Com a reunião em Bragança, “demos, finalmente, um passo muito importante para a estruturação e futura promoção da N103. É um dia feliz para a região”, frisou.

O grupo de trabalho ambiciona “ter este novo produto turístico pronto antes do verão de 2022”, pelo que, depois deste primeiro encontro, “o próximo passo será fazer o levantamento dos pontos de interesse em cada município para trabalhar em conjunto a promoção”, explicou Hernâni Dias em declarações à Lusa, avançando que a estratégia passará por uma candidatura “a financiamento do Turismo de Portugal”.

Seguir-se-á, depois, a “promoção da rota comum” que, segundo o grupo de promotores, agrega “uma riqueza ímpar ao nível da gastronomia, raças autóctones e produtos endógenos, património histórico, religioso e arqueológico”.


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