Em comunicado, a associação refere que esta situação “está a agravar os custos de contexto das empresas e a comprometer a competitividade da economia nacional, em particular das micro, pequenas e médias empresas da região de Trás-os-Montes e Alto Douro”.
“Os recentes aumentos do gasóleo e da gasolina têm um impacto direto e imediato em diversos setores de atividade, nomeadamente nos transportes, comércio, indústria, agricultura, turismo e serviços, refletindo-se no aumento dos custos de produção, distribuição e operação das empresas”, sublinha na mesma nota.
Para muitas empresas do interior, onde a mobilidade rodoviária é indispensável e as alternativas de transporte são limitadas, esta evolução representa um “fator adicional de pressão financeira, dificultando a manutenção de margens de rentabilidade já fortemente condicionadas pelo aumento generalizado dos custos da energia, das matérias-primas e dos serviços”.
A NERVIR considera que “é essencial” que o Governo acompanhe com particular atenção esta situação e adote medidas que possam mitigar o impacto dos combustíveis sobre a atividade económica, solicitando a avaliação de mecanismos de redução da carga fiscal sobre os combustíveis, assim como a criação de medidas de apoio às empresas mais dependentes do transporte rodoviário, o reforço de incentivos à eficiência energética e à renovação de frotas empresariais e a promoção de políticas estruturais que reduzam os custos de contexto associados à localização no interior do país.
A Associação alerta que a persistência desta trajetória de aumentos “poderá traduzir-se em maiores dificuldades para as empresas, pressão sobre os preços ao consumidor, redução da capacidade de investimento e perda de competitividade face a outros mercados europeus”.
O preço médio do gasóleo simples está hoje nos 1,960 euros por litro e a gasolina está a custar 1,972 euros por litro, enquanto em janeiro o preço médio do gasóleo simples estava nos 1,533 euros por litro, já a gasolina simples 95 custava, em média, 1,661 euros por litro.
No comunicado, a NERVIR reafirma que continuará a acompanhar a evolução desta situação, mantendo o “diálogo com as entidades governamentais”, no sentido de “encontrar soluções equilibradas que salvaguardem a sustentabilidade do tecido empresarial e o desenvolvimento económico regional”.




