O culto à Imaculada Conceição estendeu-se ao longo dos séculos. Por pesquisa histórica, vim a saber que a sua primeira festa litúrgica nasceu, no Oriente, nos fins do século VII ou princípios do século VIII. No Ocidente, surgiu mais tarde, e só no século XII teve carácter definitivo. Roma veio a celebrá-la no século XIV, reconhecendo-a oficialmente. O culto à Imaculada Conceição não se resumiu apenas às festividades. Sociedades religiosas, dioceses e nações (entre as quais Portugal) escolheram a Imaculada Conceição como padroeira, sendo muitas as igrejas e catedrais que lhe foram consagradas.
Depois de ter sido celebrada em Lisboa e documentada a oito de Dezembro de 1149, surgiu apenas em começos do século treze, no Mosteiro de Pombeiro, em Guimarães, e, também, em Lamego, generalizando-se o culto da Imaculada Conceição. Dos muitos defensores da Imaculada, distinguiram-se D. Duarte e o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, tendo este mandado construir, em Vila Viçosa, a igreja de Nossa Senhora da Conceição, para sua morada. Também D. Afonso VI fez consagrar uma mesquita, em honra de Nossa Senhora da Conceição. A protecção que a Virgem deu ao povo português, na guerra da Restauração, consolidou definitivamente o seu culto. Em 25 de Março de 1646, D. João IV ofereceu a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, como agradecimento pela boa campanha da Guerra da Restauração, tornando-se Nossa Senhora da Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal. A partir desta data, mais nenhum Rei de Portugal usou a coroa.
Clemente X confirmou a eleição de Nossa Senhora da Conceição como padroeira do reino, em 8 de Maio de 1671, a qual veio a ser reconfirmada por Pio XI.
A instituição da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição, por D. João VI, confirma o culto que, em Portugal, sempre teve Nossa Senhora da Conceição, mesmo antes de ser dogma.

