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“Novas Oportunidades” para oito mil durienses, até 2009

Escolarizar e qualificar os recursos humanos do Douro. É esse o grande objectivo de um projecto que vai unir entidades como a Estrutura de Missão do Douro, a CCDR-N, a Agência Nacional para a Qualificação e a Direcções Regionais de Educação, Agricultura e Cultura do Norte, entre outras. Inserido na iniciativa “Novas Oportunidades”, foi assinado, […]

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Escolarizar e qualificar os recursos humanos do Douro. É esse o grande objectivo de um projecto que vai unir entidades como a Estrutura de Missão do Douro, a CCDR-N, a Agência Nacional para a Qualificação e a Direcções Regionais de Educação, Agricultura e Cultura do Norte, entre outras.

Inserido na iniciativa “Novas Oportunidades”, foi assinado, no dia 16, um Protocolo de Cooperação para a Escolarização e a Qualificação de Recursos Humanos da Região Demarcada do Douro, projecto que poderá envolver, até 2009, oito mil durienses.

Com a aposta no desenvolvimento do ensino profissionalizante de nível secundário e na formação de base de activos, o Governo pretende promover a escolarização dos recursos humanos do Douro, numa estratégia de valorização da base económica da região, nomeadamente dos sectores vitivinícola e do turismo.

O protocolo, considerado por José Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, como “um dos mais originais, por ser dos mais completos”, foi assinado pela Estrutura de Missão do Douro, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), pela Agência Nacional para a Qualificação, pelos Institutos de Emprego e Formação Profissional e do Turismo de Portugal e ainda pelas Direcções Regionais de Educação, Agricultura e Cultura do Norte.

“Não há défice mais profundo e que mais afecte a capacidade de desenvolvimento do que o défice de qualificação”, considerou o Ministro, apontando como caminho para a mudança a “mobilização de recursos, a reinvenção de instrumentos”.

José Vieira da Silva explicou que o projecto assumido pelas sete entidades envolvidas no protocolo “não se restringe à questão, já de si decisiva, de unir esforços, para atingir as metas de formação e qualificação”, tem, sim, uma “ambição maior, a de participar num processo de mudança de toda a estrutura de educação e de qualificação, tornando-a mais adequada às necessidades de desenvolvimento”.

Carlos Lage, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN), começou por enaltecer o “valor simbólico” do protocolo assinado, uma iniciativa que “pela primeira vez, consegue juntar um conjunto de entidades com poder no Douro, para concertar uma acção comum”, revelando, ainda, a esperança de que este seja mais um passo no objectivo de “abandonar o discurso do Reino Doloroso”. “Viremo-nos para o futuro, um futuro que, com este protocolo, se alicerça”, frisou o mesmo responsável.

O Presidente da CCDRN congratulou-se com o facto de a Região Norte receber 51 por cento dos investimentos previstos ao nível do programa de qualificação dos portugueses desenvolvido pelo Governo, o que, apesar de tudo, representa “não um mérito” mas a prova de que “a região está atrasada”.

“Saber mais e conhecer mais é um valor, por si só, mas é, também, um caminho para o desenvolvimento”, concluiu aquele responsável.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), “a taxa de abandono escolar, no Douro, era de 4,5, em 2001, enquanto a média nacional se situava nos 2,7 por cento. Por sua vez, a taxa de analfabetismo, no Douro, era de 13,7, com a média nacional a rondar os nove por cento”.

 

Maria Meireles

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