Quarta-feira, 15 de Julho de 2026
Vila RealNovembro bate recordes do ano

Novembro bate recordes do ano

Entre os dias 1 e 19 de Novembro, o distrito de Vila Real foi palco de 452 incêndios que consumiram uma área de 1.962 hectares, contabilizou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Vila Real. Os números confirmam que as primeiras semanas de Novembro apontam para números que ultrapassam os totais registados […]

Entre os dias 1 e 19 de Novembro, o distrito de Vila Real foi palco de 452 incêndios que consumiram uma área de 1.962 hectares, contabilizou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Vila Real.

Os números confirmam que as primeiras semanas de Novembro apontam para números que ultrapassam os totais registados nos primeiros dez meses do ano, no que diz respeito à área ardida.

Segundo o CDOS, o balanço, ao nível dos incêndios florestais, entre os dias 1 de Janeiro e 31 de Outubro, apontam para a ocorrência de 840 fogos que consumiram 940 hectares de área. Já em relação a Novembro (até ao dia 19), os bombeiros foram já chamados a combater 616 incêndios que destruíram 2.163 hectares.

Nestes primeiros vinte dias de Novembro, o Município de Montalegre assumiu, de longe, a primeira posição do “ranking” dos concelhos mais fustigados pelos incêndios florestais, registando 120 ocorrências e uma área ardida de 603 hectares, seguido de Vila Real (54 ocorrências), Boticas, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar.

Outro concelho com posição cimeira na lista dos incêndios é Mondim de Basto, onde, apesar de se ter registado, apenas, doze incêndios, em Novembro, a população viu ser destruída, pelas chamas, uma área de mais de 790 hectares.

No mês de Outubro, foram registados, no distrito, 164 incêndios e uma área ardida de 198 hectares, destacando-se, mais uma vez, como concelhos mais afectados, os de Montalegre (25), Vila Real (23) e Boticas (18).

Com a chegada da chuva, o número de focos de incêndios reduziu, drasticamente, sendo de realçar que uma das justificações para o fenómeno do aumento tardio do número de ocorrências prende-se com o regresso da utilização do fogo nas actividades agrícolas e de pastorícia, depois de um período de proibição, estabelecido no decorrer da fase considerada de maior risco de incêndios florestais.

 

MM


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