Há situações em que não fica nada bem haver divergências entre os responsáveis das forças partidárias, mesmo quando uma significativa parte da população portuguesa defende a existência de consensos, já que a inexistência destes faz com que as decisões saiam “mastigadas” ou atrasadas e, como tal, suscetíveis de não constituírem eficácia nem êxito nos resultados que é suposto contribuírem para um passo em frente no nosso desenvolvimento.
Em muitas ocasiões, no decurso da falta de diálogo ou de entendimento das coisas como imperativo nacional, uns aprovam para os outros desaprovarem; uns fazem direito para outros fazerem torto; uns vão eito fora, metendo em frente, mas outros contrariam o sentido da marcha; uns entendem para outros não quererem entender, numa mera retórica de teimosia que se tornou proverbial entre nós, desde que a democracia abriu e deu corpo a todo o tipo de manifestações nas pessoas e nos grupos, entre estes os partidos políticos que, de uma forma ou de outra, se responsabilizam pela governação e, como tal, dos desígnios que orientam o sentido dos nossos avanços ou retrocessos.
É um facto novo. Deveria ser um facto banal. Mas ainda há quem o considere estranho, julgando ser a dissidência e a dicotomia governo/oposição uma componente prioritária para o equilíbrio social quando é precisamente o diálogo e o consenso que permitem a saudável prática democrática para a satisfação das necessidades e desejos da sociedade.
O acordo entre Costa e Rio é uma agradável forma de alento à vida política portuguesa.





