Assumiu a presidência da ULSTMAD em janeiro. Que balanço faz até agora?
O balanço é positivo, embora tenha sido um período muito exigente. Já fazia parte do anterior Conselho de Administração, mas as funções de presidente são naturalmente diferentes. Estamos a falar de uma ULS muito extensa, com uma grande dispersão geográfica e realidades muito distintas entre os vários concelhos. Nestes primeiros meses temos estado sobretudo focados na consolidação do modelo de integração entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares.
O modelo das ULS tem correspondido às expectativas?
O grande objetivo deste modelo é apostar mais na prevenção da doença e melhorar a articulação entre os vários níveis de cuidados. Durante muitos anos, os cuidados primários e os hospitais funcionaram de forma relativamente autónoma, com pouca interação. O que estamos a fazer agora é criar essa ligação, permitindo uma maior comunicação entre profissionais e um acompanhamento mais eficaz dos doentes. Acreditamos que isso permitirá evitar o agravamento de muitas situações clínicas e reduzir a necessidade de recurso aos hospitais.
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