Sexta-feira, 30 de Setembro de 2022

“O grande desafio da agricultura é captar jovens para o setor”

O desabafo é da diretora da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN). No último “Contrasenso”, Carla Alves destacou alguns dos desafios da agricultura, sendo o principal “captar jovens para o setor”

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“A renovação geracional é o grande desafio, daí que temos programas de apoio que fazem alguma diferenciação, no sentido de apoiar os projetos de jovens agricultores”, refere.

Ainda assim, “nos últimos sete anos, com o quadro comunitário que está prestes a terminar, conseguimos instalar 1900 jovens no norte do país. É um número bom, mas o importante é que tenham sucesso e fiquem por cá”.

A responsável pela DRAPN adianta, ainda, que “é fundamental entrar na vertente do conhecimento e da inovação. Onde vejo mais jovens é no setor do vinho, já a área da pecuária é aquela para a qual temos mais dificuldades em captá-los”.

“O caminho é apostar nas novas tecnologias”, salienta, referindo que “vamos abrir um aviso de 12 milhões de euros para a agricultura de precisão, para a utilização de novas tecnologias ligadas à agricultura, como a eficiência da rega. É esse o caminho para atrair jovens e novos quadros”.

Questionada por Paulo Reis Mourão sobre a PAC (Política Agrícola Comum), que para o professor “favorece os grandes países produtores, a agricultura extensível, não pensa na biodiversidade e os apoios são atribuídos ao proprietário e não ao usufrutuário”, Carla Alves lembrou que “a PAC foi criada no final da segunda guerra mundial, porque havia necessidade de produzir”.

“No contexto atual de guerra, e com a pandemia, foi preciso pensar na nossa soberania alimentar”, frisa, acrescentando que “a PAC está em constante adaptação”.

Ainda sobre a pandemia, destaca a campanha “Alimente quem o alimenta”, lembrando que “os nossos agricultores foram resilientes. Nunca faltou nada nos supermercados”.

E porque a agricultura é “muito importante para a economia de um país”, lamenta o facto de “consumirmos apenas 18% da produção nacional”. O objetivo, garante, “é chegar aos 33% e para isso, em janeiro de 2023, vai entrar em vigor um conjunto de medidas de apoio à produção. Vamos dar um determinado montante por hectare, sendo medidas que vão apoiar quem efetivamente produz”.

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