Domingo, 17 de Outubro de 2021
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O respeito, a ética, a vergonha e a vitimização

Francisco Sá Carneiro disse um dia: “A política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha”.

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Em 17/12/19, na última Assembleia Municipal (AM) do ano, assistiu-se a um acintoso ataque do sr. presidente da Câmara a um vereador da oposição, sobre a Reparação do Campo do Calvário (RCC). Desta vez, o líder da autarquia, determinado em demonstrar “a sua verdade”, principiou com um estilo à Jorge Coelho, “quem se mete com o PS leva”, continuando de forma arrogante e com um nervosismo perturbador, num debate sem ética e elevação.

Quem quer ser respeitado tem de saber respeitar, por isso não ficou bem ao sr. presidente em 17/12 ter um comportamento reprovável na AM, até criticado em ‘off’ por alguns dos seus vereadores e na semana de 6 a 10 de janeiro, após ter mandado decapitar as “Árvores da Avenida”, que originou uma veemente contestação nas redes sociais, onde houve centenas de comentários e aproveitando um de muito mau gosto, veio para as redes sociais e para a comunicação social vitimizar-se, afirmando que “usam o insulto como arma de arremesso político”. O sr. presidente só provou parte do próprio veneno que serviu.

No dia 20/12, insatisfeito com a sua atuação quase circense do dia 17, o líder do executivo voltou à carga e “colocou” pelo menos num órgão de comunicação social local um comunicado, destacando o ‘fait divers’ que criou sobre a RCC, com o sr. vereador da oposição, em que este, na AM de 17/12, respondeu-lhe com educação e assertividade, demonstrando com serenidade que, mesmo estando em minoria, a verdade ainda é a verdade.

Mas analisemos o que verdadeiramente incómoda os socialistas. Estes têm sete vereadores em nove possíveis, sabem o peso político que detêm na autarquia. O sr. presidente tentou arranjar um bode expiatório para tentar iludir e esconder dos munícipes a sua irresponsabilidade no atraso da RCC, vitimizando-se e demitindo-se da sua função de líder ao deixar arrastar de forma despiciente a troca de correspondência entre a autarquia e as restantes entidades envolvidas. Não soube agir por antecipação, para alterar o que designou de “cronologia dos factos”, porque proatividade não reside na praça do município.Bastava solicitar uma peritagem dos estragos existentes no Campo do Calvário (CC) a uma entidade, existindo várias para este efeito, e a partir da peritagem entregue, dissessem o que entendessem as “outras partes”, poderia reparar o recinto provisoriamente e, simultaneamente, lançar o concurso e avançar com a competente ação em tribunal. Não é só o meu entendimento, mas também o de ilustres causídicos que ouvi. Com esta medida, e se não se preocupasse com os pais dos atletas só para fins eleitorais, teria proporcionado há já algum tempo, melhores condições de treino aos atletas e melhor conforto, menor perca de tempo e alguma poupança financeira aos pais. 

Antes de terminar, gostaria de relembrar aos munícipes e ao sr. presidente, que se interessa tanto pelo Calvário como António Costa pelo interior do país, que a obra do CC entregue em 2016 nunca ficou concluída, por mera coincidência, foi executada pela mesma empresa a quem foi agora adjudicada a obra. E a autarquia, na mesma linha de atuação da seguradora e da empresa da “grua”, não soube assumir as suas responsabilidades…e não foi por falta de AVISOS.

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