Os políticos do concelho não gostam de ser escrutinados e quando o são, mesmo com factos, acusam quem os questiona de maledicência e vitimizam-se.
Trio com Harmonia
No início de setembro, o edil n.º 1, a vereadora do PSD e a presidente do hospital “reagiram” ao meu último artigo.
Mota é Credível…?
Num almoço no hospital, a presidente Sara terá comentado com o seu amigo enfermeiro o meu artigo, alegando que os meus artigos têm pouca visibilidade. Será? Pois, ao escrever só falo mal dos visados. Terá receio que os media de Lisboa o leiam e a questionem? A única preocupação de Sara são os media, mas se eles a questionarem, será pelos factos que a própria criou.
A credibilidade e ética de um dirigente de uma instituição pública afere-se pelos atos. E isso está plasmado, não apenas no caso dos “amigos” e da irmã, que até mudou o regulamento para os fins convenientes, mas também na adjudicação que fez à empresa da mãe, na exploração do quiosque do hospital. Isto é gestão “à sua maneira”.
Factos/Vereadora
A vereadora, em 2/9, publicou um texto na VTM, no qual deixa uma certeza: enquanto estiver na política, a “maledicência não abre falência.” É muito boa nesta área. Vamos aos factos.
Concorreu à CMVR contra Favaios, numa mudança de ciclo e nas melhores condições políticas desde que o PSD/VR é oposição: Governo PSD e ela diretora do IEFP. Rejeitada pelos eleitores, com o pior resultado de sempre.
A putativa líder da oposição não faz oposição. Ficou muda quando Rui Santos a criticou, dizendo que ela tinha um currículo “bastante medíocre”. Favaios, cinicamente, censurou-a por desperdiçar a quase totalidade dos 22 milhões de euros para investimento no IEFP. Emudeceu.
Um exemplo do seu modus operandi. Terá convidado um militante para as suas listas, impondo condições aberrantes que ele considerou inaceitáveis. Recusou e fez uma lista independente. Cinco meses depois, última semana de fevereiro, quando se preparava para umas eleições internas, a líder denunciou-o, via email, ao Secretário Geral do PSD e em dois dias foi suspenso. Mas esta “justiça” foi só para ele.
Factos/Favaios
Favaios candidatou-se a uma vaga de psicólogo no Conservatório de Vila Real. Enquanto presidente da CMVR conhece o DL n.º 21/2019, onde consta a transferência de competências na área da educação para as autarquias, sendo o seu papel decisivo no funcionamento das escolas.
Se for o escolhido, esta situação não suscita licitamente questões de natureza ética ou de eventual conflito de interesses? E por que razão veio às redes sociais vitimizar-se e, indiretamente, acusar-me de maledicência? Não foi ele que criou este facto?
A credibilidade começa pela capacidade de analisar os factos com ética e rigor, sobretudo quando estão em causa decisões e responsabilidades públicas.
Conclusão
Cada vez mais, há políticos que se julgam imunes e impunes, e fazem o que querem. Por fora, parecem pessoas corretas; por dentro, revelam pouca decência.



