Já começaram as obras de construção da infraestrutura que vai servir de morada ao Brigantia EcoPark, um investimento, de cerca de 6,3 milhões de euros, integrado no projeto do Parque de Ciência e Tecnologia (PC&T) de Trás- -os-Montes e Alto Douro.
Segundo a Câmara Municipal de Bragança, “a primeira fase da obra prevê a construção de um edifício central, o núcleo inicial do projeto, que será um elemento determinante para o desenvolvimento das restantes áreas empresariais do Parque de Ciência e Tecnologia”.
“Trata-se de um espaço multifuncional, onde se instalarão a Sociedade Gestora do Parque, bem como restaurante e cafetaria, salas de reunião e formação, incubadora de empresas, laboratórios de investigação e desenvolvimento, áreas para instalação de empresas pós-incubação ou já existentes”, revelou a edilidade.
Em comunicado, a autarquia revelou ainda que o edifício agora em construção “será atravessado por um eixo pedonal, que percorrerá o Parque de norte a sul e que ligará a área desportiva e o edifício central às restantes áreas do Parque, sendo que será construída, ainda, uma larga praça coberta, onde poderão ter lugar diversas atividades. Limitando a Praça a sul, criar- -se-á um espelho de água que refletirá a luz solar para o interior da Praça”.
O Brigantia EcoPark “tem como missão o acolhimento de empresas de base tecnológica e indústrias, de baixo impacto ambiental, nos clusters da ecoenergia, da ecoconstrução, do ecoturismo e dos produtos tradicionais, disponibilizando serviços de elevada qualidade e apresentando condições favoráveis à criação de redes de colaboração entre as instituições nele instaladas”.
No âmbito do projeto de criação do PC&T transmontano e alto duriense, que representará um investimento total na ordem dos 19,3 milhões de euros, será ainda criado Régia-Douro Park, a parte do projeto a ser instalada em Vila Real.
Apesar de vários contactos efetuados, foi impossível ao Nosso Jornal obter mais informações junto da Câmara Municipal de Vila Real sobre o ponto de situação do polo vila-realense. No entanto, de recordar que, em fevereiro, fonte junto do processo garantiu que estariam na reta final os concursos lançados para adjudicar os contratos de construção das infraestruturas.
O Régia-Douro Park, cuja atividade irá centrar-se na área agroalimentar, em especial no setor do vinho e da vinha, será edificado num terreno adquirido pela autarquia por 700 mil euros e que será cedido à Associação criada no âmbito da implementação do Parque de Ciência e Tecnologia.
No total, o PC&T vai criar mais de mil postos de trabalho diretos e terá um importante papel no desenvolvido da região, sobretudo no que diz respeito “ao relançar da competitividade”.



