O presidente da câmara de Montalegre, Professor Orlando Alves, presidiu à sessão de apresentação do projeto, pelo meio-dia da passada sexta-feira e exibiu grande conhecimento sobre a nova forma de energia, que considerou fechar o ciclo de enriquecimento do concelho. “Depois da Hídrica, Eólica e Solar, o Gás Natural vem fechar o setor de maior relevância do concelho de Montalegre: a produção da energia.
Montalegre vem lutando por este projeto há já alguns anos, daí a nossa grande satisfação ao ver o seu início. Trata-se de uma outra forma de energia, e esta, vindo de fora para dentro, vem melhorar as condições de vida dos residentes e fortalecer a economia, designadamente as nossas empresas que já ajudam o concelho, que aqui geram riqueza e fixam população, sem prejudicar a nossa marca, como autarquia que valoriza a natureza e protege o ambiente.”
O projeto apresentado pelo Dr. Armando Moreira, Presidente do Conselho de administração da Dourogás, grupo de empresas a que pertence a Sonorgás, S.A. e a quem foi concedida pelo governo, em concurso público, a licença de distribuição desta energia, foi esclarecedor e também marcado pela satisfação. Na cerimónia formal falou da sua qualidade de autarca, (18 anos presidente da câmara de Vila Real) que começou a pugnar pela vinda deste tipo de energia para o interior, comparando mesmo a sua chegada como a da eletricidade, do telefone ou da água canalizada. “O gás natural é a energia mais económica e limpa. O seu preço é muito reduzido quando comparado com todas as alternativas, melhora os custos de produção e aumenta por essa via a competitividade das empresas. É portanto, um considerável apoio ao desenvolvimento regional e a todos os que aqui vivem.”
Além de evidenciar as qualidades técnicas do gás natural, valorizou também o investimento como fator de desenvolvimento.
O projeto inicial, apoiado por financiamento do Banco Mundial, é superior a dois milhões e meio de euros, e abrange a construção da UAG, rede e ramais para o setor residencial, comercial e industrial, numa extensão de cerca de quinze quilómetros.
O número de clientes estimados para a primeira fase ronda o milhar. O projeto no seu todo deve rondar os quatro milhões de euros.
O grupo Dourogás foi o primeiro a nível nacional a implementar a distribuição de gás natural através da utilização de Unidades Autónomas de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito.
Após a obtenção das Licenças de Concessão, encontram-se em pleno funcionamento as cinco UAGs de Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Arcos de Valdevez/Ponte da Barca, Peso da Régua/Santa Marta de Penaguião e Póvoa de Lanhoso, com uma de rede de distribuição que se estende por trezentos e sessenta quilómetros, com mais de dez mil ramais. Cada ramal serve um ou mais clientes.
O Grupo Dourogás atento à evolução do mercado e assentando a sua estratégia no crescimento sustentável, sempre ajustado a uma política de proteção do ambiente tem investido no desenvolvimento de conhecimentos pela via da investigação.
Esta atitude tornou o grupo pioneiro e líder a nível nacional na distribuição de Gás Natural através de UAG’s.
Animado dessa cultura empresarial, continua a crescer para os concelhos do interior, que ficaram inicialmente de fora da rede de distribuição nacional. A empresa projeta lançar ainda este ano obras semelhantes em outros concelhos do norte interior.






