Na quarta reunião da OPEP+, realizada virtualmente, os sete países que compõem a organização (Argélia, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Cazaquistão, Omã e Rússia) decidiram continuar a sua política de “compromisso com a estabilidade do mercado”. Este aumento na oferta representa um total de 940 mil barris por dia adicionados às quotas desde o início da guerra no Médio Oriente, que começou a 28 de fevereiro.
O acordo surge após a saída inesperada dos Emirados Árabes Unidos da OPEP+ em maio, durante o conflito no Médio Oriente. Apesar das decisões tomadas até agora, os aumentos na produção têm sido teóricos devido ao bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irão, que impediu os países do golfo Pérsico de aumentar as suas exportações e produção.
Contudo, após a assinatura de um memorando de entendimento entre Teerão e Washington, os sauditas e outros países vizinhos começaram a restabelecer os envios. Esta reativação contribuiu para gerar um excedente nos principais mercados asiáticos.
O aumento previsto pela OPEP+ para setembro marca o fim das duas rondas de cortes na produção realizadas em 2023. Estas restrições visavam evitar um excesso de petróleo no mercado e ascenderam a cerca de 3,5 milhões de barris por dia, excluindo a participação dos Emirados Árabes Unidos. No entanto, na prática, a reativação foi muito menor devido a limitações técnicas que impedem muitos países de aumentar a produção tanto quanto lhes é permitido.
A OPEP foi fundada em 1960 em Bagdad por cinco países: Arábia Saudita, Venezuela, Irão, Iraque e Kuwait. Atualmente integra 11 países e desde 2016 colabora com outras dez nações produtoras como Rússia, México e Cazaquistão na aliança OPEP+.


