Quinta-feira, 5 de Agosto de 2021

Operadores à conquista da confiança dos clientes

Foi um dos setores mais afetados com a pandemia de Covid-19. As quebras estiveram perto dos 100%. Depois de três meses com a atividade suspensa, hotéis, agências de viagem e empresas de animação turística tomaram todas as providências para ganhar, novamente, a confiança dos clientes 

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Quando em março a pandemia de Covid-19 se abateu em Portugal, o Primavera Perfume Hotel, em Vidago, tinha, praticamente, os meses de verão preenchidos com reservas. Com o país em estado de emergência, as reservas foram canceladas, e sem clientes, as unidades hoteleiras, que poderiam continuar abertas, decidiram fechar portas. 

Três meses encerrados, “difíceis de ultrapassar”, em lay-off, com “despesas significativas”, é assim que Rui Branco, proprietário do hotel na vila de Vidago, fala de um período que foi “complicado” gerir. 

Quando junho traz a notícia de que a atividade poderia ser retomada, já Rui Branco tinha providenciado todas as medidas de segurança para poder receber, novamente, hóspedes. 

Com o selo Clean and Safe, o Primavera Perfume Hotel reabriu a 6 de junho, mas apesar das restrições, o telefone começou a tocar e a caixa de email a encher com reservas. 

“Reconhecemos que estávamos a arriscar um pouco, mas tinha que ser, porque uma estrutura destas não pode estar parada”. 

Nesta unidade hoteleira, alguns serviços não estão disponíveis, tais como o spa, mas a procura tem crescido, principalmente por parte de turistas portugueses. 

“O que noto é que o mercado é praticamente todo nacional, embora tenhamos alguns turistas espanhóis e franceses, mas são clientes habituais, que costumam cá vir”. 

Apesar das circunstâncias, o hotel mantém “o nível do ano anterior”. Se em junho, aquando da abertura, registava uma taxa de ocupação de 42%, no final de julho aumentou para os 64%, sendo que, neste momento, está nos 96%. “Os valores que temos este ano são muito semelhantes aos anos anteriores”.

Serviços como casamentos, batizados e almoços e jantares de grupo também foram cancelados, o que, segundo Rui Branco, veio baralhar as contas de um ano que “seria o melhor a nível de eventos”. 

Situado de frente para o Vidago Palace Hotel, a unidade hoteleira de Rui Branco depende muito do mercado do golfe. Com as competições adiadas, espera-se por setembro para “uma mudança na faturação”, sendo que 30% da mesma provinha do mercado estrangeiro (espanhol, francês e inglês) que, para o proprietário do hotel, “estava em crescimento antes da pandemia e agora vai demorar a aparecer”. 

Também no Hotel Miracorgo, em Vila Real, vivem-se “tempos novos” aos quais foram obrigados a adaptar-se. 

Esta unidade hoteleira também reajustou, tal como outras, o seu funcionamento às medidas emanadas pela Direção-Geral de Saúde (DGS). Assim, o pequeno-almoço é servido em bufett assistido, ou seja, são os funcionários que servem individualmente os clientes”, explicou Danielle

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