Quais são as duas grandes prioridades que defendem para o distrito?
Desde logo, o aproveitamento dos incultos e marginais à agricultura. Os baldios, pertencentes aos povos do interior transmontano, devem ser explorados e desenvolvidos no seu todo. Melhorar o desenvolvimento florestal, tal como aconteceu na década de 80, onde o Fundo do Fomento Florestal, durante muito tempo, trabalhou no Projeto Florestal português, cujo máximo de florestação, já na altura se situou acima dos cinco mil hectares. Depois desse tempo, acabou (…) zero…!
Só os incêndios florestais é que marcam a agenda (…)!
O aproveitamento do coberto para instalar zonas de turismo das terras altas, como o Marão e o Alvão. As zonas do vale do Barroso (Chaves e Boticas), que já possuem projeto de irrigação, devem ser aproveitadas. Iniciar o aproveitamento florestal na indústria e seus derivados, já que isto traz postos de trabalho para esta região. É importante a fundação de cooperativas organizadas para a colocação dos trabalhadores rurais, já para 2026. Urge…!
Como atrair investimento para a região?
Investindo nas empresas que irão transformar o produto endógeno adquirido na região, com a criação das mesmas: indústrias florestais, mecânicas, construção civil. Apostar no desenvolvimento da juventude transmontana.
Deu entrada no Parlamento uma petição a favor da reabertura da Linha do Corgo. Acredita que o troço poderá reabrir? Se sim, de que forma e que mais-valias terá?
É difícil os transmontanos voltarem a pensar no regresso da linha do Corgo. Eu, que sou um apaixonado por essa linha, pois desde tenra idade comecei a viajar nela para Chaves, e, por isso, conheço bem as suas particularidades e potencialidades turísticas, sou um cético quanto à sua reabertura, pois os negócios escondidos não permitem a aprovação dos vários projetos que há em causa. Trás -os- Montes sempre dependeu do poder central de Lisboa e de muitas influências do capitalismo.






