O PAN expressou a sua indignação em comunicado, considerando que “não é adequado ou proporcional que, perante a destruição de 100 castanheiros provocada por veados, se recorra ao seu abate como solução”.
Inês de Sousa Real, porta-voz do partido, defendeu que “o Estado deve ser um maior garante da proteção da fauna selvagem”, sublinhando a necessidade de garantir os meios necessários para conciliar a proteção da fauna com as atividades agrícolas.
O partido reconhece o impacto negativo que esta situação tem sobre os agricultores afetados e afirma estar “solidário com os agricultores afetados”, reiterando que estes “têm direito a ser devidamente compensados pelos danos que sofreram”. No entanto, o PAN rejeita a solução do abate como resposta das entidades competentes.
Além disso, o partido recorda que o ICNF já admitiu a existência de outras medidas preventivas, como a instalação de vedações e cercas elétricas adequadas, sistemas de afugentamento visual ou acústico e o uso de repelentes específicos.
Por fim, o PAN anunciou que irá questionar o Governo sobre os critérios utilizados pelo ICNF na autorização do abate e sobre as medidas existentes para garantir que os agricultores não sejam prejudicados pelas suas perdas enquanto se preserva a biodiversidade.


