Terça-feira, 7 de Dezembro de 2021
© Elsa Nibra

Passadiços levam à descoberta das escarpas do Corgo

Parte da empreitada “Percursos Naturais do Parque Corgo” está concluída e desde sábado que é possível percorrer zonas pouco ou nada acessíveis até então

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Foi na companhia do ministro do Ambiente e Ação Climática que partimos à descoberta das escarpas do rio Corgo, agora acessíveis graças aos passadiços que ali foram criados.

Saímos do Bairro dos Ferreiros, bem por baixo da ponte de ferro, e só parámos na parte de trás do hotel Miracorgo. É um percurso de sobe e desce, que vale a pena só pela paisagem.

Percorrer esta zona só é possível graças à empreitada “Percursos Naturais do Parque Corgo” que, com uma extensão de mais de 2,5 quilómetros, permite partir à descoberta das escarpas do Corgo, zonas que, até há bem pouco tempo, eram praticamente inacessíveis.

“É raríssimo ver um vale tão encaixado e tão perfeito no meio de uma cidade”, exclamou Pedro Matos Fernandes. O elogio vem de quem conhece bem o espaço, tendo em conta que esteve ligado ao projeto Polis. Para o ministro, este é “sonho concretizado”, mas tem consciência de que “não é uma obra fácil”.

Carlos Silva, vereador do Ambiente da Câmara de Vila Real confirma isso mesmo. “Tínhamos consciência de que era uma obra muito complexa, pelo local onde estava a ser realizada, sem acessos e sem possibilidade de transporte de materiais e de equipamentos para o local. Os trabalhos tiveram de ser feitos apenas com recurso a mão de obra, foi um processo muito complicado”.

“A cidade de Vila Real desenvolve-se em dois polos, que acabam por estar divididos pelo rio. O que pretendemos é que o rio não seja um fator de divisão, mas sim de aproximação”, explicou Carlos Silva.

IMPACTE AMBIENTAL

A empreitada foi consignada em novembro de 2019 e representa um investimento de 480 mil euros, sendo que cerca de 366 mil são financiados pelo Fundo Ambiental.

O objetivo da obra é dar a conhecer um espaço natural, no centro da cidade, que era praticamente desconhecido, contudo, algumas associações ambientais têm alertado para o impacte ambiental dos passadiços.

“Não estamos a artificializar. Estamos, de alguma forma, a aproveitar os percursos naturais. A parte em passadiços é de apenas 750 metros, portanto, não é nada de significativo, foi o estritamente necessário”, vincou o vereador Carlos Silva.

Para já, é possível ir do Bairro dos Ferreiros até à Vila Velha, numa extensão de aproximadamente 900 metros. Mais tarde, ficará disponível o percurso que ligará a Vila Velha à zona de confluência dos rios Corgo e Cabril e também a ligação ao Jardim Botânico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).[/block]

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