Quinta-feira, 23 de Abril de 2026
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“Passar de vice-presidente a presidente fez toda a diferença”

Os primeiros meses do mandato de Sílvia Silva à frente da Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião foram exigentes e a autarca reconhece a responsabilidade que passou a ter

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O mau tempo que marcou os primeiros meses de 2026 também se fez sentir na região duriense. Os prejuízos são muitos e os apoios ainda a serem projetados, isto numa zona onde o setor primário, associado ao turismo, tem um peso muito grande na economia.

Santa Marta de Penaguião foi um dos municípios que ficou com marcas do mau tempo. O executivo municipal teve de tomar decisões, em uníssono, e cancelou as atividades culturais e desportivas para todo o ano, desviando mais algum dinheiro para acudir aos muitos pedidos. As máquinas e as mãos de quem limpou estradas e tapou buracos custam dinheiro e num concelho com orçamento curto, a “manta” não consegue tapar cabeça e pés ao mesmo tempo.

A presidente espera que estas decisões não tenham sido as mais difíceis do seu mandato, mas confessa que custou abdicar das atividades do município. “Tenho a certeza que terei decisões bastante difíceis e é bom que as tenha, porque significa que estamos em transformação”, começa por dizer Sílvia Silva, realçando que “ao contrário daquilo que as pessoas possam pensar, o que mais me custou, foi, efetivamente, abdicar dos eventos e das atividades culturais”.

Relativamente à opção tomada, Sílvia Silva argumenta que “considerando que temos uma câmara que, no máximo, terá 9 milhões de receita efetiva, já vamos em mais de 2 milhões em prejuízos causados pelo mau tempo e ainda temos a despesa corrente”.

Por isso, foi obrigatório escolher caminhos. “A verdade é que temos um orçamento pequeno e temos que fazer o mesmo que uma câmara de maior dimensão, temos que corresponder da mesma forma e cumprir os mesmos objetivos”, assume Sílvia Silva. “Temos que tomar opções e essas não são fáceis”, admite.

“Apesar de já estar na câmara desde 2001, passar de vice-presidente para presidente fez toda a diferença”, assume Sílvia Silva à VTM. “A diferença pode ser mais emocional, mas faz diferença. A exigência e o sentido de responsabilidade, o facto de pensar que, em qualquer decisão, não está ninguém acima e há a necessidade de dar a resposta rápida. Para mim, foi o que fez mais diferença”, confessa a autarca.

Objetivos

O executivo, liderado por Sílvia Silva, tem vários objetivos para o mandato. “Habitação, educação, cultura e empreendedorismo”, revela a autarca, acrescentando que “tudo está interligado”.

A autarca não pretende apenas construir habitação social, com casas com rendas apoiadas ou reduzidas. E para atrair novos habitantes, considera que a construção de casas para a “classe média”, tipo “chave na mão”, é a opção e serão da responsabilidade da autarquia ou em parceria. Uma outra opção, ainda em estudo, é requalificação de casas nas freguesias do concelho para venda, a preços controlados, tentando atrair mais habitantes para zonas com menos densidade populacional.

Na educação e cultura, onde o projeto está avançado, a autarquia e o agrupamento de escolas preparam o ensino articulado com o Conservatório de Vila Real, sendo “o início de um caminho que queremos fazer para ter um polo físico” em Santa Marta de Penaguião, assume Sílvia Silva.

Quanto à atração de novos investidores para o concelho, a presidente revela que a autarquia “tenta criar mais uma frente industrial” e mais uma “ideia engraçada que é criar uma oferta municipal e industrial”, para tentar atrair “possíveis investidores”.

A autarca sublinha que serão os eleitores, no momento certo, a “decidir se realmente quem governa esteve bem ou se esteve mal”.


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