Segunda-feira, 23 de Maio de 2022

População unida para ajudar a Ucrânia

Desde domingo que solidariedade é a palavra de ordem em Vila Real. Esta tarde, estivemos no quartel dos bombeiros da Cruz Branca, de onde vai sair um camião carregado de bens para o povo ucraniano.

Na quinta-feira, o mundo acordou com a notícia de que as tropas russas tinham invadido a Ucrânia. Desde então, são muitos os movimentos que têm surgido, de forma a ajudar quem está no meio da guerra.

A milhares de quilómetros de distância, a ajuda possível, para já, é enviar bens para os refugiados. Começou tudo nas redes sociais, com uma publicação de Ivanna Rohasko, que apelou à generosidade de todos, um pedido que rapidamente superou as expectativas.

“Não estávamos à espera de reunir tanta coisa. O povo português, e neste caso o povo vila-realense, está a ser fantástico. Há muita gente a ajudar, não só com bens, mas com o seu tempo”, refere Ivanna.

Esta tarde, no quartel dos bombeiros da Cruz Verde, a azáfama é grande, e será assim nos próximos dias, até porque segunda-feira parte um camião rumo à fronteira da Polónia com a Ucrânia, carregado de bens.

José Monteiro, presidente do Rotary Club de Vila Real, uma das várias entidades que se associou a este movimento, “a Cruz Branca e a Cruz Verde são os dois pontos de recolha de bens, aqui em Vila Real”, sendo que “todos os bens são depois transportados para aqui, por uma questão de espaço, até porque aqui é mais fácil entrar um camião”.

Sobre os materiais mais precisos, neste momento, o responsável fala em “material de higiene feminino e para bebé, bem como produtos médicos, entre os quais álcool, compressas e mercúrio, para as feridas mais pequenas”. José Monteiro deixa ainda o apelo para que as pessoas “tragam ração e alimentos para animais de estimação”. Além destes, é possível doar alimentos não perecíveis e roupa quente.

E os materiais, que já são muitos, são separados por caixas, que levam no exterior uma identificação em português, inglês e ucraniano, para facilitar a sua distribuição quando chegar ao destino.

Preparado para seguir viagem está Armando Silva, do grupo Respiramos Gasolina. “Vamos sair daqui na segunda-feira, rumo à Polónia”, indica, explicando que “as viaturas têm de estar devidamente identificadas, como sendo viaturas de ajuda humanitária e com o nome do país de origem”.

E não ir “nem fez parte do nosso pensamento, não há tempo para pensar nisso”, acrescenta.

De referir que Ivanna Rohashko vai também na viagem, acompanhada de Svitlana Kononchuk, outra ucraniana que vive em Vila Real, para no regresso trazerem alguns refugiados. Por isso, é feito outro apelo, quem tiver alojamento disponível para estas pessoas, pode entrar em contacto com qualquer uma das entidades envolvidas.

De realçar que, além do Rotary Club, do Respiramos Gasolina e dos bombeiros da cidade, também a Cruz Vermelha distrital e a Misericórida de Vila Real estão por detrás desta iniciativa.

O primeiro camião segue viagem na segunda-feira rumo à fronteira da Polónia com a Ucrânia.

 

 

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