Provavelmente, nunca 800 metros de estrada em Portugal fizeram correr tanta tinta como são os que faltam concluir entre a aldeia de Barreiro (Mondim de Basto) e Lamas de Olo (Vila Real) em plena serra do Alvão. Muitos argumentos têm sido dirimidos em sentidos opostos, mas o consenso ainda não foi encontrado. Tendo ainda como pano de fundo a recente providência cautelar da Quercus, agora há novos desenvolvimentos. Assim e “perante o impasse vigente”, as populações das aldeias estão dispostas a não votar nas próximas eleições europeias como sinal de protesto e descontentamento”, conforme nos disse um dos representantes das populações, Marcelino Pires. No entanto, outras iniciativas foram adiantadas ao Nosso Jornal. “Queremos que seja constituída uma comissão composta por residentes, elementos da Quercus, Câmara de Vila Real e de Mondim de Basto e do Ministério do Ambiente para monitorizarem, durante um período indicado, a existência em menor ou maior escala das espécies citadas que podem ser ameaçadas com a construção da estrada. É uma prova de boa-fé da nossa parte”.
“Se for comprovado e sinalizado que é significativa a afluência do lobo ibérico e da borboleta azul, estamos abertos a uma posição equilibrada sobre o assunto. Agora não podemos andar aqui a defender coisas que ou não existem ou são residuais”.
Quanto ao propalado abaixo-assinado, este representante alega que em defesa da estrada já foram feitos três. “Um em 1998 e dois em 2004 e 2007, em que obtivemos cerca de 3 mil assinaturas”.
Marcelino Pires está ciente de que “há de ser encontrada uma solução”, sublinhando que “o processo de construção da estrada é irreversível”.
Recorde-se que, há mais de 30 anos que as populações do Barreiro e de outras aldeias vizinhas lutam pela conclusão desta estrada que as aproxima em distância e tempo de Vila Real.







